quarta-feira, 2 de julho de 2025

A PRISÃO DO AMOR

 

Adão de Souza Ribeiro

Por favor, tira-me desta prisão,

Do cárcere chamado sentimento

Ele encarcerou este meu coração

Privou de ser livre como o vento

 

Este desejo tão ardente foi a isca,

Que atraiu este incauto romântico

Em busca da felicidade se arrisca

Como se o mundo fosse mágico.

 

Desesperado quero sair da gaiola,

Lá fora a bela liberdade me espera

Eu sofro calado e não vejo a hora,

De cair nos braços da primavera.

 

Assim vida passa lenta nesta grade

O amor não me suporta ver isolado

Tira-me bem antes do cair da tarde                                     

Venha me ver, fica só do meu lado

 

Da prisão, por favor, tira-me daqui,

Eu prometo não cometer este crime

Vou voar feliz como o lindo colibri

O amor é santo e algo tão sublime.

 

Peruíbe SP, 02 de julho de 2025.

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