Adão de Souza
Ribeiro
Vida se esvai pelos dedos.
Vai tirando o que foi dado.
Vai tarde ou vai bem cedo
Tira o presente e passado.
Amigos e também os pais
A casa, carro e a bicicleta
Faz isso para nunca mais,
Não tem dia e hora certa.
Ela não pede autorização
Chega sem fazer barulho
Então se enche de razão,
Se apossa como esbulho.
A vida alia com a morte
Para pôr um fim em tudo
Vai longe rumo ao norte
Quem viveu fica de luto.
Quando expira o tempo,
Vem a morte sorrateira
Nas belas asas do vento
Vida vai embora inteira.
Peruíbe SP, 09 de
julho de 2025.
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