quarta-feira, 30 de julho de 2025

O VELHO TEMPO

 

Adão de Souza Ribeiro

O tempo é um ser impiedoso

Ele rouba todo o meu sorriso.

E proíbe o meu simples gosto

Eu sou velho, de nada preciso.

 

Cansada a minha coluna dobra

Passo segue o compasso lento.

Traiçoeiro tal como uma cobra,

Ele joga-me sozinho ao relento.

 

Ele é um juiz dando a sentença,

Então me condena ao abandono

De presente eu ganho a doença,

E onde está a beleza do outono.

 

Se um dia, sem querer, eu errei                                  

E peço por piedade, me perdoa.

Mas universo só obedece a lei,

Na vida não quero viver à toa.

 

Meu tempo não seja tão severo,

Devolva os meus anos tão belos

E eu te imortalizo no meu verso.

Te colocarei neste meu castelo!

 

Peruíbe SP, 30 de julho de 2025.

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