Adão de Souza
Ribeiro
O tempo é um ser impiedoso
Ele rouba todo o meu sorriso.
E proíbe o meu simples gosto
Eu sou velho, de nada preciso.
Cansada a minha coluna dobra
Passo segue o compasso lento.
Traiçoeiro tal como uma cobra,
Ele joga-me sozinho ao relento.
Ele é um juiz dando a sentença,
Então me condena ao abandono
De presente eu ganho a doença,
E onde está a beleza do outono.
Se um dia, sem querer, eu
errei
E peço por piedade, me perdoa.
Mas universo só obedece a lei,
Na vida não quero viver à toa.
Meu tempo não seja tão severo,
Devolva os meus anos tão belos
E eu te imortalizo no meu verso.
Te colocarei neste meu castelo!
Peruíbe SP, 30 de
julho de 2025.
Nenhum comentário:
Postar um comentário