quarta-feira, 16 de julho de 2025

O BALANÇO

 

Adão de Souza Ribeiro

O balanço vai pra lá e pra cá,

Mais doce neste seu balançar

E para onde quer que ele vá,                        

Lá do alto, contemplo o luar.

 

Ele está preso firme no galho

Sustenta o meu alegre sonhar.

Ainda sou infantil e pirralho,

É doce sentir que posso voar.

 

Tenho a sensação de flutuar,

Com o cabelo solto ao vento.

E passo o dia inteiro a cantar

Como tocasse o firmamento.

 

Se de repente romper a corda,

E cair ao solo e bater a cabeça

Sei é passado a ilusão acorda,

Tudo acaba e, então, esqueça!

 

Peruíbe SP, 16 de julho de 2025.

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