Adão de Souza
Ribeiro
O balanço vai pra lá e pra cá,
Mais doce neste seu balançar
E para onde quer
que ele vá,
Lá do alto, contemplo o luar.
Ele está preso firme no galho
Sustenta o meu alegre sonhar.
Ainda sou infantil e pirralho,
É doce sentir que posso voar.
Tenho a sensação de flutuar,
Com o cabelo solto ao vento.
E passo o dia inteiro a cantar
Como tocasse o firmamento.
Se de repente romper a corda,
E cair ao solo e bater a cabeça
Sei é passado a ilusão acorda,
Tudo acaba e, então, esqueça!
Peruíbe SP, 16 de
julho de 2025.
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