Adão de Souza
Ribeiro
Por favor, não fique velho
Mesmo que seja o natural
E o que se vê no espelho,
Nem sempre, ele é o real.
O velho não tem opinião,
Diante de toda conquista
Não tem qualquer razão,
Então, sejamos realistas.
Tiram dele o seu direito
De amar seu patrimônio
Como se ele fosse feito
Sem qualquer neurônio.
Querem levá-lo ao asilo
Uma coisa que descarta.
Sem ele tudo é tranquilo
É um verme e a lagarta.
Para velho causa tristeza
Ser ele jogado as traças.
E sem ver quanta beleza
Que tudo venceu na raça.
E que aprenda a pessoa
Se a vida é não tão bela
Como pássaro que voa,
O velho vive sem tutela.
Peruíbe SP, 11 de
julho de 2025.
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