Adão de Souza Ribeiro
Enquanto os políticos criam histórias mirabolantes para ludibriar o povo e os gananciosos dilapidam a natureza, o planeta agoniza e pede socorro. Assistimos estarrecidos, as tragédias que assolam todos os continentes.
A imprensa sensacionalista explora as cenas de terror. Os cientistas e os geólogos fingem encontrar justificativas e soluções miraculosas para estancar os estragos deixados pelas tragédias. Nós estamos de mãos atadas, essa é a grande verdade.
O homem cavuca em qualquer lugar, na busca de petróleo, terra rara e ouro. No lugar, deixa feridas irreparáveis, que sangram cotidianamente. Em nome do progresso, os detentores do poder fecham os olhos e nada fazem para salvar a terra e seus habitantes.
Os líderes mundiais, estão preocupados em conquistar países, a fim de ampliar o seu território, com uso de força bélica e à custa do sacrifício da população. Aos poucos, vamos sendo dizimados, ora por tragédias naturais, ora pela ação humana.
Os atuais falsos profetas (padres e pastores) - Marcos 13:22, pregam nas sinagogas (igrejas), a benevolência que nem eles praticam. Basta vê-los enriquecendo às custas da imagem do Divino Criador.
Aos poucos, vemos sinais do esgotamento da terra e a chegada do fim do mundo. O esgotamento está representado por terremoto, vendaval, aquecimento global, inundação, avalanche, furacão, derretimento das geleiras, etc. e tal. A fome, a guerra e a ganância humana aceleram a premunição.
Ao assistirmos estarrecidos a cena da avalanche ocorrida no Nepal, provocada pelo degelo no alto do monte Everest ( 8.848,86 metros de altitude), que fica na cordilheira do Himalaia, entre China e Nepal, percebemos quão grave é a ação humana.
O aquecimento global, provocado pela queima de produtos fósseis e o desmatamento das florestas feito pelo homem, é fator primordial para o aquecimento do planeta e, consequentemente, para o degelo a que assistimos tão cabisbaixos.
Também não devemos esquecer do terremoto ocorrido na Bolívia, Japão e Indonésia. A Terra, nossa mãe acolhedora, agoniza e clama por socorro. Para socorrê-la, basta estancarmos as agressões contra o corpo lindo e frágil. De que adianta juntar tesouros se, de repente, seremos arrebatados?
O que está acontecendo hoje, foi descrito em Apocalipse, que significa Revelação ou Descoberta. Não vamos enveredar no mérito religioso, pois cada seita tem seu próprio entendimento ou interpretação e nós devemos respeitar.
Nós lamentamos pela geração que está chegando e a que está por vir, pois tememos o que elas encontrarão nos próximos anos. Com o iminente fim dos tempos, nem chegarão até lá. Credo!
A Terra, uma senhora já idosa, que conta com bilhões de anos na certidão de nascimento, tem o corpo dilacerado pela ação do ser humano. Ela, pela graça de Deus, tenta resistir a todo esse sofrimento. Ela é uma heroína e, então, pergunta-se: “Meu Deus, até quando resistirá a essa afronta?”
Debruçado na janela do tempo, eu admiro o Planeta que caminha até a linha do horizonte. Então, fico imaginando: “O que Deus levou sete dias para criar, o homem concebido à sua imagem e semelhança, quer destruí-lo em segundos, isso sem pestanejar. Para Deus, bilhões de anos pode equivaler há um dia.
Por estar descorçoado com o ser humano, fecho a janela do meu pensamento e vou dormir o sono dos anjos. Amanhã será um novo dia. Amém!
Peruíbe SP, 27 de agosto de 2026.