sábado, 17 de outubro de 2026

ADEUS, MINHA INOCÊNCIA

                                                                                                Adão de Souza Ribeiro


Eu queria ser mais inocente, porém, não um tolo. Ao crescer e me tornar adulto, a simplicidade criou asas e partiu junto com o tempo. A vida tem seus próprios ciclos e temos que respeitá-los. Por isso, rebelar-se contra as mudanças é o mesmo que querer mudar o curso do rio caudaloso, violando o destino e a missão da natureza. .

Eu digo isso, porque estou farto de notícias, que desaguam na minha mente. Neste turbilhão de informações vejo que as pessoas querem assumir o destino da humanidade, comportando-se como se fossem Deus. 

É notório que o avanço da ciência e tecnologia são fatos consumados. No entanto, temos que estar cientes de que, a qualquer momento, a criatura devorará o criador. Hoje tentam modificar a molécula e o DNA do corpo humano. Criam robôs humanoides e  querem explorar outros planetas, como se fossem senhores absolutos do universo.

A mídia perversa, quer incutir a mudança do comportamento das pessoas, através de entretenimentos, tais como, programas de auditório, novelas e filmes. A igreja, por sua vez, rasga a Sagrada Escritura, aceitando com passividade o homossexualismo e o lesbianismo. 

Os padres e pastores, estão preocupados em aumentar a arrecadação do dízimo e esquecem de pregar a moral e a fé aos seus fieis. O salário do Papa, Cardeal, Arcebispo, Bispo, Núncio, Monsenhor e Cônego são estratosféricos, em que pese eles pregarem a pobreza, a humildade e a bondade. É de bom alvitre que se diga, que a igreja evangélica não foge a regra.  

A imprensa marrom insiste em promover a derrocada da sociedade, com notícias tendenciosas e manipuladoras, a fim de destruir os lares brasileiros. Ao deparar com todas essas mazelas da sociedade moderna, sinto saudade da infância, onde tudo era perfeito e belo.

Naqueles tempos idos, não se ouvia falar em crimes, destruição da natureza, lares desfeitos, crianças abandonadas, políticos corruptos, afronta ao Divino Criador, deturpação da fé, proliferação da miséria, violência policial, lares infectados pela desobediência, etc e tal.

“Por que as crianças se sentem à vontade diante do mundo? Enquanto brincam, inventam histórias, descobrem possibilidades e transformam qualquer coisa em aventura. Quando foi que aprendemos a olhar para tudo isso de outro jeito?” - Fernando Pessoa (1888 a 1935), escritor portugues. 

No mundo sempre existiu a maldade e a violência, mas, por ser criança, eu vivia alheio a tudo isso. Como a minha terra natal era pequena e estava encravada no interior do Estado e, ainda, a comunicação era feita só através do rádio, pouco se sabia sobre o que ocorria no mundo lá fora. A infância não era contaminada com as coisas mundanas.

Neste mundo materialista, as pessoas são apenas massas de manobra, usadas para o consumismo desenfreado. O progresso arrancou a alma e o coração do ser humano, transformando-o em ser desumano. 

Este sexagenário, que carrega nos ombros o peso dos anos, apenas quer de volta a sua inocência.


Peruíbe SP, 17 de outubro de 2026. 


terça-feira, 13 de outubro de 2026

EU A QUERO

                                                                                                   Adão de Souza Ribeiro

Eu a quero amada,

Tal qual você já é.

E sem somar nada,

Só  ser uma mulher.  


Cada parte de você,

Faz parte desta vida

Completa o meu ser.

Felicidade permitida.


Noites de lua cheia,

E cheias de ternura

O prazer incendeia,

Promessas e juras.


Eternos momentos

Na leveza da alma

E nem esse tempo

Desejo não acalma.


Quero ser escravo

Preso na fantasia.

Dar o forte abraço.

Ao chegar do dia. 


Amada, eu a quero

Todinha para mim.

A beleza do verso.

Encanto sem fim.


Peruíbe SP, 13 de outubro de 2026.




domingo, 11 de outubro de 2026

A FALTA DE VOCÊ

                                                                                                Adão de Souza Ribeiro

Ao acordar de madrugada

Sentir muita falta de você.

Conto a noite enluarada,

O porquê do meu sofrer.


A lágrima como orvalho,

Leve tocar em uma relva

Saudade sem seu atalho,

Tão frágil o tempo leva.


No meio do pesadelo,

Eu acordar em pranto

E diz que tudo é belo,

Para não sofrer tanto.


No silêncio do quarto

Lhe ver na penumbra

O coração sente farto

A dor não assombra.


O frio entra na fresta

Beija esse meu rosto

Só o cheiro me resta

Dela eu sinto o gosto


Minha vida tão vazia

Tortura o meu pensar.

E quem sabe um dia,

Ela volta a me amar!


Peruíbe SP, 11 de outubro de 2026.


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

A DONA PORCA

                                                                                                  Adão de Souza Ribeiro


Aquela dona porca,

De nome Filomena.

Tinha sua vida torta

Desde bem pequena.


Lá naquela pocilga

Contava vantagem

Mas a sua comida,

Era pura lavagem.


Não tinha coberta,

Nem mesmo cama

A coisa mais certa

Só dormia na lama


Chamada de porca

Era muita afronta.

E ficava tão louca,

Que porca tonta!


Ela tinha frescura,

Então você pasme.

Achava a gordura

Motivo de charme.


Modelo queria ser,

Do tipo plus syze.

E na passarela ver

Se o desfile arrase.


E não tomava banho

Dente não escovava

O fedor era tamanho

Ninguém aguentava. 


Acabou sua regalia

Numa manhã cedo

Para nossa alegria

Ela virou torresmo


Peruíbe SP, 09 de outubro de 2026.


quinta-feira, 8 de outubro de 2026

SONHO LINDO

                                                                                                   Adão de Souza Ribeiro


Na noite aconchegante,

Eu sonhei muito contigo.

Foi num beijo alucinante

Que eu me vi envolvido.


Entregou-me sedenta,

No mais eterno frenesi.

É prazer que alimenta,

E coisa igual nunca vi.


Parece que o universo

Se uniu  a nosso favor

Tudo era só um verso

Na beleza de uma flor.


Todo seu corpo ardia

De prazer tão infinito

E a noite com alegria

Dava o belo colorido.


Teu olhar cintilante

Iluminava o mundo.

Fazia cada instante

Amor tão profundo.


No néctar da boca,

Bebo todo frescor.

A coisa mais louca

Fores o meu amor.


E deixa eu te amar,

Assim feito o louco,

Nesta noite de luar,

O beijo só é pouco


Sonho não termina

Coração embriaga

Fecha essa cortina

A ilusão não acaba.

Peruíbe SP, 08 de outubro de 2026.

 


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A VIDA E A MORTE

                                                                                                  Adão de Souza Ribeiro


Por que a vida é assim,

Tão cruel e madrasta?

Tenho aqui para mim,

Não tem mais a graça.


E desafia até a  morte,

Numa tal luta em vão.

Joga  até com a sorte,

E não aceita um não.


Mostra o que é belo,

E, por isso, me ilude

Construo um castelo

Sacrificando a saúde.


Garante a eternidade

Uma coisa tão frágil.

Morte vem na idade.

Não adianta ser ágil.


Mas a velhice chega,

Para que se enganar.

Até o barco navega,

Em direção ao mar.


Quando vier a hora,

Vou partir tranquilo

Em busca da aurora

Pra tirar um cochilo


No duelo entre elas,

Sou um expectador.

O futuro me espera

Só para onde eu for.


Peruíbe SP, 07 de outubro de 2026.


terça-feira, 6 de outubro de 2026

A MALÉVOLA

                                                                                           Adão de Souza Ribeiro


Ela tinha no sangue,

O vírus da maldade.

Vivia todo instante,

Ser má sem piedade.


Ela era uma delegada,

Que usava o seu cargo.

Fazer da pessoa escada

Sem a alma e sem nada.


Sua arrogância tamanha

Não tinha mais medida.

Ela fazia toda barganha

Para poder subir na vida


Prejudicava seus pares,

Em nome de uma moeda.

E esquecia que os males,

Volta bem na hora certa.


A Rogéria não era justa,

Num trabalho que fazia.

E a sua maldade assusta

Por pouco ela se vendia.


Ela era muito malévola

E perseguia toda pessoa

Ela sempre foi perversa

Por ser má nunca enjoa.


O filho teve doença rara

Que ela jamais entendeu

A vida usa a mesma vara

Essa é a justiça de Deus.


Peruíbe SP, 06 de outubro de 2026..