sexta-feira, 8 de maio de 2026

A ETERNA COMPANHEIRA

                                                                                                                               Adão de Souza Ribeiro


Não é bom que o homem viva só.” - Gênesis 2:18

Se tem coisas que ferem a alma de morte é a solidão e o abandono. Esse sentimento não é privilégio da modernidade, pois desde a criação, o Criador já se preocupava com a sua criatura. 

Deus teve a premonição de que sua criação entraria em depressão, se vivesse sozinho na terra. Então, depois de criar o homem, teve a idéia de conceber uma companheira. Como criou o homem à sua imagem e semelhança, para não fugir a regra, Deus tirou da costela dele um ser, que a chamou de mulher.

Para presenteá-los, pois eram de seu agrado, resolveu dar-lhes um lugar cheio de prazer e abundância (Gênesis 2:8). Lá continha toda variedade de árvores agradáveis à vista e boas para alimento, incluindo duas de destaque:a árvore da vida, que conferia a vida eterna, e a árvore do conhecimento do bem e do mal, cujo fruto representava um teste moral e trazia a morte em caso de desobediência (Gênesis 2:9).  

Adão e Eva foram os primeiros habitantes, vivendo em inocência e harmonia, sem pecado, dor ou necessidade de roupas, refletindo um lugar perfeito para humanidade (Gênesis 2:25). O jardim também abrigava todos os tipos de animais, e Adão recebeu a responsabilidade de trabalhar e cuidar do jardim, além de dominar sobre os seres vivos (Gênesis 1:29-30; 2:15).     

O Jardim do Éden foi o cenário do primeiro casamento, estabelecendo a união entre o homem e a mulher como uma nova unidade familiar (Gênesis 2:24), A vida no Jardim do Éden refletia trabalho significativo, realização, inocência e harmonia, sendo um espaço de abundância, beleza e paz, onde a humanidade vivia em perfeita comunhão com Deus e a criação.

Até aqui, este velho contador de causus lá da Terrinha, procurou descrever a criação do mundo, com base na Bíblia Sagrada, onde Deus fez a terra e deu ao homem a obrigação de trabalhar e cuidar do jardim. Como Ele era misericordioso, deu-lhe a mulher de presente, para que seu filho, feito a sua imagem e semelhança, não vivesse em solidão.

Nota-se que Deus fez uma observação: farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda; far-lhe-ei uma ajudadora que seja idônea para ele. Portanto, eu digo que Deus não disse: Farei uma mulher que o desobedeça ,o afronte e o desafie.   

Depois da criação, vieram os anos, séculos e milênios. Com eles, também vieram a modernidade e toda sorte de aberração. Eu creio que o maior erro do primeiro varão, foi deixar a varoa comer o fruto proibido, vindo da árvore do conhecimento. De lá para cá, ela pensa que sabe de tudo e que pode fazer o que vem na cabeça.

Hoje, o Jardim do Éden preparado para o casal viver feliz em toda plenitude, transformou-se numa Arena Romana, onde as pessoas se digladiam numa ferrenha luta, sem objetivo e sem sentido.

A família desenhada por Deus, naufragou no dilúvio da perdição humana. Por isso, meu Deus, os filhos caminham desorientados e sem exemplos de moral e ética, bem como, sem fé e esperança no futuro.

Ainda bem, que Deus não criou a televisão, para deturpar a mente das pessoas e, em especial, da fêmea com idéias pecaminosas. Não pense que sou misógino, longe disso. Eu sou filho de baiano e neto de pernambucano, por isso, quando falo de mulher, eu lambo até o beiço.

Naquele lugar sagrado, o casal vivia em harmonia com a natureza e todos os seres viventes. Por isso, não se esqueça que lá era chamado de Paraíso. O homem e a mulher não se envergonhavam com a nudez. Deus os instruiu e permitiu que desfrutassem da abundância. Eles eram responsáveis por cuidar do jardim e se multiplicarem.

Mas um belo dia, por verem muito felizes, o mal representado pelo demônio iludiu Eva, dizendo que se ela comesse o fruto do conhecimento, não morreria e que seria igual a Deus. (Gênesis 3:1-5). A partir dali, a vida mudou para sempre. 

Eu penso que nos dias de hoje, o fruto do conhecimento é representado pela televisão. Lá pelos idos anos cinquenta, os lares eram harmônicos, as varoas se preocupavam apenas em cuidar das famílias e de proporcionar felicidade aos esposos. 

A serpente, representada pelo progresso, as iludiu, dizendo que elas precisavam ser livres bastando, para isso, afrontar o companheiro, deixando de serem ajudadoras. 

Quando Deus criou a mulher a partir da costela do homem, quis dizer que ela deveria estar ao lado dele. Não era para estar a frente ou atrás, acima ou embaixo, ou seja, caminhando ao lado como companheira, como ajudadora idônea e fiel. 

No entanto, por estarmos unidos com o Senhor, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher. Porque assim como a mulher foi feita do homem, assim também o homem nasce da mulher. Veja só no que deu: o lar (paraíso) foi destruído, a mulher deixou de ser companheira e os filhos perderam a referência.

Lá da eterna morada, Deus observa com tristeza a sua Divina Criação e diz: “Passaram milhares de anos e as minhas criaturas nada aprenderam. Continuam cometendo os mesmos erros e pecados. Se precisar, desta vez não vou mandar um dilúvio ou as lavas do Vesúvio, mas sim, uma bela bomba atômica. Chega, cansei!




Peruíbe SP. 08 de maio de 2026.

  








 


quinta-feira, 7 de maio de 2026

PAI, NOME DIVINO!

                                                                                               Adão de Souza Ribeiro

Tempo vem, tempo vai

Onde quer que se anda

Lá está seu querido pai

Dando força esperança


Ele ensina ser honesto,

Amar muito o trabalho

Fazer do bem o gesto,

Ser do amor, agasalho.


Se na dor da angústia

Ele pega no seu colo.

E ajuda vencer a luta,

Carinho é o consolo.


O pai é um ser eterno,

Não pode morrer não.

Eu eternizo no verso,

Lá dentro do coração. 


E o pai faz tanta falta,

Como o ar que respira.

Ele vai o tempo passa

E se ele foi é mentira.


Da família é o esteio,

Educa filho com zelo.

Desrespeitá-lo é feio,

Amor dele é tão belo.



Deus disse e agradeço,

Aprendi desde menino

A vida tudo tem preço:

Pai é um nome divino!


Peruíbe SP, 07 de maio de 2026.


quarta-feira, 6 de maio de 2026

MÃE. NOME SANTO!

                                                                                                 Adão de Souza Ribeiro


Mãe tem só três letras,

Coração cheio de amor

E você não se esqueça,

Ela é o jardim em flor.


Por amor, nunca dorme

Vela o sono do seu filho

O cuidado é tão enorme,

Olhar se enche de brilho.


Então, se ela vive, ama

Mas se não é mais, ora

A ternura é uma chama

A luz brilha toda a hora


No céu brilha a estrela,

Que ilumina o universo

Minha mãe e por vê-la,

A eternizo neste verso.


Carregue-a no seu colo

Cubra de muito carinho

De saudades, eu choro

E sem ela, sou sozinho


Mãe é o nome sagrado

Foi batizado por Deus.

Ele deve ser guardado

Por todos filhos seus!


Peruíbe SP, 06 de maio de 2026.


domingo, 3 de maio de 2026

O FARO FINO (PARTE III)

                                                                                                                   Adão de Souza Ribeiro


A Corregedoria em conluio com bandidos intrujou objetos ilícitos na casa de um policial, com escopo de acusá-lo de crimes que ele não cometeu. Eles agiram assim, porque o policial não quis participar da corrupção liderada pelo delegado titular. Isso deixou Adriano hiper entristecido, mas, mesmo assim, ele continuou defendendo a população.

O acima narrado, demonstra o ambiente pernicioso em que um policial abnegado e honesto trabalha. Ele precisa ter princípios éticos e morais, para não se contaminar, pois a tentação é enorme.

               Num dos encontros e durante a conversa cativante, Adriano começou a narrar sua investigação de homicídio ocorrido na chácara “Recanto dos Sonhos”. que se segue:

Acabou de chegar na mesa de Adriano, o crime de homicídio ocorrido na chácara “Recanto dos Sonhos”. Consta que Cecília foi envenenada durante um churrasco em homenagem ao aniversário do esposo Silvio. Adriano soube que Silvio, o dono da chácara, era diretor do maior clube de futebol do país.

O local onde ocorreu a festiva, era frequentado pelos anfitriões, isto é, Silvio e Cecília, Rubens e Jéssica - empregados, a professora Eleonora, o churrasqueiro e piscineiro  Severino, o presidente do clube e dois jogadores. Se todos os presentes estavam ligados direta ou indiretamente à casa e a queriam bem a vítima, quem teria interesse em assassiná-la? 

Quando o crime ocorre intra lar, torna-se difícil investigar e desvendar. O fato de ver o autor preso, aumenta a dor dos parentes e, por isso, eles tentam protegê-lo. Adriano já trabalhou em casos semelhantes, o que exigiu muita técnica, tempo e tirocínio. Portanto, aquele crime não seria diferente,

Ele visitou o local do crime e notou ser um local aconchegante, desprovido de câmeras de vigilância, vizinhos próximos e ruas asfaltadas. No interior havia: a casa dos proprietários, do caseiro, piscina, ampla churrasqueira, jardim, plantas frutíferas, canil de rottweiler e estacionamento de veículos.

“Faro Fino”, conversou com todos os presentes, antes de deixarem o local. Adriano foi informado que a festa seguia normalmente até o fim da tarde, quando Cecília sentiu-se mal, sendo socorrida ao Pronto Socorro local e, posteriormente, ao Hospital Regional da cidade vizinha, onde, dois dias após, foi a óbito.

Posteriormente, os exames acusaram que ela foi morta por ingestão de “chumbinho”, resultado confirmado pelo Laudo Necroscópico.O veneno, por ser inodoro, é usado como raticida. Só após uma hora de ser ingerido, aparece o efeito.

As pessoas entrevistadas disseram que Silvio amava a esposa e que fazia todos os gostos dela. Já Cecília amava o esposo e era fiel e que, também, os empregados a admiravam. Diante das informações colhidas, quem teria motivo para assassiná-la?

Com a lista dos covidados na mão, Adriano conversou com Eleonora, que era professora de sua filha, portanto, uma conhecida. Ao usar o tirocínio, ele acredita que Eleonora, por conhecê-lo, poderá fornecer dados preciosos sobre o ocorrido.

Ela narrou que frequentava o local já há tempos e que, por isso, tinha amizade com os proprietários e empregados. Também traçou o perfil do casal. Ela disse que Jéssica, a esposa do caseiro Rubens era quem servia os alimentos e bebidas. Adriano quis saber se havia ratos na chácara, ao que ela confirmou que sim. 

Então “Faro Fino”, com permissão de Silvio, fez varredura no local e localizou o frasco com chumbinho, na casa de Rubens. Após o encontro, voltou a interrogar Eleonora, a qual pediu sigilo nas informações. Ela confessou que foi Jessica que colocou o veneno no suco de abacaxi com hortelã e deu para Cecília..

A empregada tomou aquela atitude, porque flagrou a patroa trocando carícias com Rubens e, para não prejudicar o emprego, não fez escândalo. No entanto, aguardou um momento oportuno para se vingar. 

O frasco foi encaminhado ao Instituto de Criminalística, sendo que o exame laboratorial confirmou a existência de chumbinho. Diante do depoimento de Eleonora, colhido com base na lei de proteção a testemunha, bem como, com o Laudo Pericial e Necroscópico, a autora foi interrogada.

O Laudo Necroscópico pode dizer se a morte foi instantânea ou se houve sofrimento antes; o tipo de objeto usado; se houve participação de  mais pessoas; se a morte se de deu por asfixia, esganadura, estrangulamento, afogamento; se houve defesa da vítima; se ocorreu em outro local de onde foi encontrado o corpo, etc.

A princípio, Jessica negou a autoria, mas, diante das provas colhidas, acabou confessando. Disse que agiu para se vingar da traição da patroa, a quem admirava e fazia de tudo para agradá-la. Durante o interrogatório, Adriano percebeu que ela não demonstrou qualquer arrependimento.

Após as formalidades legais, o delegado Benedito Estanislau, requereu a prisão preventiva, a qual foi deferida pelo Magistrado, titular da ação penal. Em razão daquela tragédia, Silvio demitiu o empregado Rubens.

Uma vez desvendado o crime, Adriano viu mais um trabalho compensado e acrescentou no seu currículo. Ele confabulou consigo: “A polícia não é um ócio, mas um sacerdócio.”  - 


Peruíbe SP. 02 de maio de 2026.

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

O FARO FINO (Parte II)

                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Adão de Souza Ribeiro


Eu admito que sou devorador de romances policiais, de autores como: Sir Arthur Conan Doyle, Agatha Christie, Umberto Eco, Dashiell Hammett, dentre outros. Também, de filmes como: Dallas, Kojak, Columbo,  Law and Order, Investigação Criminal, Arquivo-X, CSI - Miami, etc. e tal.  

Uma coisa é ter conhecimento de histórias policiais, criadas por renomados romancistas e cineastas; outra coisa, é ouvi-las de quem as vivencia na vida real. Os relatos de Adriano encantam as pessoas, que acreditam no policial abnegado, que, muitas vezes, abre mão da família ou do lazer para defender a sociedade.

Durante suas narrativas, ele demonstrou certa decepção com a Instituição Policial através dos colegas de profissão. Ele abaixou a cabeça, respirou fundo e confessou: “O que me entristece é saber que, enquanto eu trabalho com dedicação, para esclarecer os crimes, meus colegas chafurdam em corrupção, mancomunados com bandidos da pior estirpe.” 

Não existe vara de condão, para solucionar crimes, mas, sim, muito suor, dedicação, vocação e tirocínio. Esses predicados, Adriano - Faro Fino - tem de sobra. O motivo e autoria vem à tona em tempo record. Pergunta-se: “Mas como isso acontece?” Amor a profissão e muita técnica. simples assim!

Quando ouço Adriano narrar sobre crimes hediondos e inéditos, onde, graças a sua competência, tiveram êxitos no esclarecimento, fico embriagado e encantado com as histórias. Ao iniciar investigações, ele tem por premissa: Investigue sempre o improvável e não se preocupe com o previsível. 

Na maioria das vezes, indícios ou provas estão em pequenos detalhes, colhidos pelo policial. Eles podem direcionar os caminhos a serem seguidos, com grande porcentagem de acerto. “Eu, por exemplo, sinto que o espírito da vítima caminha ao meu lado, indicando as provas e as testemunhas a serem abordadas. Uma vez preso o autor, o espírito descansa em paz, por saber que justiça foi feita.”, complementou o dileto policial.

                   O Laudo Necroscópico é fundamental para delinear como o crime aconteceu e, também, se houve requintes de crueldade antes da morte. Ele ajuda a Justiça imputar a quantidade de pena a ser cumprida pelo réu.

Antes de narrar as histórias policiais, estou descrevendo a personalidade do amigo e as técnicas desenvolvidas por ele. Eu sei que são raros os profissionais com tamanha aptidão como Adriano. Infelizmente a Instituição Policial, valoriza os funcionários “maçanetas”, ou seja, aqueles que só servem para abrir e fechar porta aos superiores hierárquicos.

Também aqueles que vão à delegacia, apenas para cumprirem horário e que são chamados de “mão cansada”, pois não servem para nada. O pior de tudo é que essas pessoas, isto é, os maçanetas e os mão cansada que envergonham a classe policial, são os primeiros a serem promovidos.

O crime de homicídio é considerado o mais grave, pois a pena começa com vinte anos de reclusão. Quando o policial o trata como um crime qualquer, demonstra insensibilidade com o valor da vida humana.

Levar o homicida aos cárceres é dever de quem luta pela justiça. Adriano, o Faro Fino, goza a honraria de ser um dos grandes e renomados policiais. A sociedade local ganha com sua dedicação e responsabilidade em preservar a segurança e justiça.



Peruíbe SP, 24 de abril de 2026.



terça-feira, 21 de abril de 2026

O FARO FINO (Parte I)

                                                                                                  Adão de Souza Ribeiro


A festa de fim de ano estava sendo realizada na chácara “Fim do Mundo”, de propriedade do casal Sérgio e Raquel. Lá, dentre os seletos convidados, eu fazia parte. Notei que um dos convivas, aparentando quarenta anos, se mostrava bem extrovertido e comunicativo.

Eu fui apresentado a ele pelo varão e anfitrião Sérgio. Tomei conhecimento, que ele se chamava Adriano e que exercia a profissão de investigador de polícia na localidade. 

Como eu era fissurado em literatura e filme policial, não perderia a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Por notar que estava sendo muito assediado, não quis falar sobre assunto de trabalho. Até porque, aquele momento não era oportuno.

Então, trocamos número de telefone para posterior encontro e solidificarmos possível amizade. Dias depois, nos encontramos no renomado Restaurante Boi na Brasa. Sentamos num canto discreto, onde tínhamos ampla visão do local. 

O diálogo transcorreu muito descontraído e me apresentei como sendo colunista do jornal da região e, também, confessei ser fã de literatura e filme policial. Eu disse que o conhecia pelo nome e que estava honrado em conhecê-lo pessoalmente.

Por sua vez, Adriano se apresentou, contando sobre sua vida pessoal e profissional. Disse que nasceu e foi criado no interior. Por pertencer à família humilde, passou por sérias dificuldades. Segundo ele, foi através da família, que aprendeu os verdadeiros valores da justiça e da honestidade.

Embora tivesse parentes na polícia civil e militar, jamais imaginou ou sonhou ser policial civil. Ao abraçar a profissão, procurou estudar com afinco as técnicas de investigação. Também teve como princípio, honrar e enaltecer a Instituição Policial, defendendo a sociedade, contra a ação de marginais.

Por nome, eu já o conhecia como exímio policial, tendo como vocação a elucidação de crime de homicídio. Por ser expert na elucidação de tão horrendo crime, ele recebeu o carinhoso apelido de Faro Fino.

Eu quis saber, qual era a receita ideal para descobrir o autor e o motivo de um assassinado. Ele prontamente respondeu: “Primeiro, identificar se o crime foi por ganância ou passional. Porque o ser humano só mata por dinheiro ou por amor. Depois, estudar a vida pregressa da vítima. Esse detalhe é fundamental para descobrir a razão do crime.

Depois de saborear doses de cerveja, ele acrescentou: “Outra coisa imprescindível é que o policial vá até onde está a vítima. É sabido que o local e o corpo  falam. Também deve colher todo objeto encontrado, embora não lhe pareça importante. Tudo é valioso para elucidação. A colheita de depoimento de testemunhas deve ser colhida com reservas. Dizem que a testemunha é a maior prostituta da provas.

Por causa da sua eficiência e honestidade, Adriano era muito admirado e respeitado, por isso, os munícipes o procuravam para informar de forma sigilosa sobre autoria e motivação do homicídio. Na maioria das vezes, ele trabalhava sozinho, pois temia que vazassem informações preciosas. Um causídico o chamava carinhosamente de ***Columbo. 

Eu pretendo narrar em detalhes, alguns homicídios solucionados por ele. Mas creio que não será possível só nesta assertiva. Por isso, vou ter que dividir em partes. Assim como eu, o assíduo leitor deve estar deveras curioso.

Adriano, o Faro Fino, causou-me grande empatia. Por isso, nossa amizade perdura até hoje. Ao estimado leitor, afirmo categoricamente, que tenho muitas histórias policiais para contar. 


Peruíbe SP, 20 de abril de 2026.



*** Columbo foi uma série policial televisiva dos anos 1970, estrelada por Peter Falk. A série revolucionou as histórias de detetive. Ao contrário do que geralmente ocorre em filmes policiais, onde a maioria dos episódios começa mostrando claramente quem é o assassino e os pormenores de como o homicídio foi cometido. Os crimes da série tem um ponto em comum: o (s) criminoso (s) monta (m) que parece perfeito. 


segunda-feira, 20 de abril de 2026

A VIDA É ASSIM

                                                                                                  Adão de Souza Ribeiro

O rio corre para o mar

Em busca de socorro.

Chuva desce o morro,

Para não mais voltar.


A relva beija orvalho,

Numa eterna paixão

Vento balança galho

Numa linda canção.


A noite abraça a lua

Com o amor e afeto

Menino vive na rua,

O mundo é seu teto.


A natureza acorda,

E sem ter pressa.

Na dança de roda,

Dia faz a sua festa.


A beleza da praça

Passeia na cidade.

Noviça acha graça

Do cair bem tarde.


Lá no jacarandá,

Canta o pássaro

Se noite chegar,

A lua dá abraço.


O mar toca areia,

Chora de tristeza

Gaivota vagueia.

Como a realeza.


Peruíbe SP, 20 de abril de 2026.