quarta-feira, 1 de julho de 2026

A PREFEREÊNCIA

                                                                                                   Adão de Souza Ribeiro

Sonia gosta de feijoada,

Já a Rita de dobradinha

Beatriz de macarronada

Ruth salada e sardinha.


Maria gosta de missa,

Josefa gosta de samba

Aline sonha ser artista,

O talento que esbanja.


O Jorge beijar na boca,

Sérgio beijar no rosto.

Desejo é a coisa louca,

Todos tem o seu gosto.


 O Silvio de adrenalina

Já Carlos de literatura.

 André de uma menina

Só pela sua formosura.


Fantasia não se critica

Só deve compreender. 

No coração que habita

Mistério do nosso ser.


kátia gosta de manga,

Beth gosta de abacaxi

Júlia adora missanga,

Marlene do seu kiwi.


Todos têm preferência

Cada um e sua escolha.

Faz parte da existência

Se banguela e zarolha.


Se prefiro Carmosina,

Com defeito que tem.

Essa vida me ensina:

Amar é querer bem!!


E se eu gosto de você

O problema é só meu.

E hoje não sei porquê

É o presente de Deus!

Peruíbe SP, 01 de julho de 2026.


terça-feira, 30 de junho de 2026

AMOR PRISIONEIRO

                                                                                                 Adão de Souza Ribeiro


Aprisiona-me não queira

Como se fosse o pássaro.

Isso é a grande besterira,

Logo eu fujo, eu escapo.


Deixa livre como vento,

Que desafia o universo

A prisão, não aguento.

Ser livre como o verso.


E se você só me quer

Por seu amor e amigo

E seja aquela mulher,

Que quer um abrigo.


Amor não é a posse,

Coração apaixonado.

Algo demais precoce. 

Nasce para ser alado.


Não ponha a algema,

Nem prive essa vida.

Criar o outro dilema

Deixa a alma sofrida.


Deixa sentir em paz,

Escolher o caminho.

Então poder cantar,

O canto passarinho.


E o amor só é belo,

Se ele vem da alma

E precisa só de zelo,

O coração acalma.


Quero seguir a rota,

Na busca do sonho.

Que a mente possa,

Ter a estrada torta!


Peruíbe SP, 30 de junho de 2026.


segunda-feira, 29 de junho de 2026

O VALENTÃO

                                                                                           Adão de Souza Ribeiro

Sou forte e bravo,

Não fujo de briga.

Eu apanho e bato,

Assim é uma vida.


Não sou covarde,

Encaro o desafio.

Por ser tão tarde,

Atravesso um rio.


Sangue na veia,

O bicho de raça. 

Se tem cara feia

Eu faço pirraça.


Eu sou ousado.

E venci o medo

Mate o passado

Digo o segredo.


Não ser o fraco

Para ter a regra.

Não ser fiasco,

Na sua guerra.


Na nossa vida,

Há eterna luta.

E não intimida.

Não se assusta.


Se quer vitória

E acredita nela.

Só há a glória,

Se ter cautela.


Pra ser valente.

Precisa de foco.

E ter na mente,

Em dar o troco.


Peruíbe SP. 29 de junho de 2026,




domingo, 28 de junho de 2026

QUE VIDA HUMILDE!

                                                                                                       Adão Souza Ribeiro

Minha calça pantalona

E modelo boca de sino

Tempo não abandona,

Quando era o menino.


Sapato cavalo de aço,

Meu carro tipo DKV.

Corria para o abraço,

Havia lugar pra você.


Andava de charrete,

E tudo era só delícia.

Mascava um chiclete,

Eu não tinha malícia.


Namorar na pracinha,

O olhar da luz da lua.

Beijo de Mariazinha,

Infância corria na rua.


Viajava de Jardineira

Na estrada do sertão.

A missa domingueira

Um chorar sem razão.


Disco na minha vitrola

Tocando uma melodia

Tempo não tinha hora

De passar mais um dia.


No pilão moia o café,

Comia com o cuscuz.

Depois tinha cafuné,

Benza, sinal da cruz.


Nosso fogão a lenha

Uma panela de barro

A nossa vaca prenha

Avô que pita cigarro.


Na parede, quadro

A foto de família.

Irmã de resguardo

Caçador vê trilha.


Lobisomem, lenda

Contada pela vovó.

Dança com prenda

Num baile de forró.


Menina com boneca,

De sabugo de milho.

E eu levado da breca

Era só beleza e brilho.


Peruíbe SP, 28 de junho de 2026.





sábado, 27 de junho de 2026

ROMANCE GALINÁCEO

                                                                                            Adão de Souza Ribeiro

O galo disse  a galinha

Vou quebrar seu galho

Se você for só minha,

E vou criar um atalho.


Por você arrasto asa,

Sou ave desde filhote

Galinheiro como casa

Comigo ninguém pode


E você pula no poleiro

Para lá dormir à noite.

Vou contar o segredo,

Vento toca num açoite.


Quando paixão acena,

E deixa só no terreiro.

De mim não tem pena

Eu sofro o dia inteiro.


O seu ninho eu preparo

Para botar mais um ovo

E sou muito feliz, acho.

Família cresce de novo.


Como a fêmea, choca

O herdeiro que chega.

Pois não vê sua hora,

De alegria se entrega.


E de madrugada, canto

Para afugentar espírito.

Galinácea a amo tanto,

É disso que eu preciso.


Você rainha do quintal.

E por você, luto e cisco

Não há nada tão divinal

Por você, corro o risco.


Peruíbe SP, 27 de junho de 2026.


sexta-feira, 26 de junho de 2026

O FLAGRANTE

                                                                                                Adão de Souza Ribeiro

Ele cometeu um crime

Foi preso pela Militar.

E que ninguém exime

Da lei vir a se escapar.


Com algema no pulso

Conduzido ao Distrito

Recebe o castigo justo

Flagrante segue o rito.


Doutor com sabedoria

Usa seu Código Penal

Pois assim é todo dia,

Faça sol ou vendaval.


O diligente Escrivão,

Busca a palavra certa.

Na sua árdua missão,

Segue a sagrada meta.


Ele só certifica e dá fé

Depois de tudo pronto

E a Justiça só torna ré,

Quem nunca foi santo.


Entre caneta e carimbo

Inquérito cria a forma.

Holmes e o cachimbo,

Investigar tem norma.


Advogado tenta defesa

Criminoso em silêncio.

A verdade segue ilesa,

Até o fim dos tempos.


O castigo não se furta

Quem comete um erro.

Por isso a polícia luta,

Destemida, sem medo.


Inquérito mantém rito,

Promotor faz denúncia

Juiz vê tanto capricho.

Que sua pena anuncia.


Ele vai para o presídio

Pagar pelo seu pecado.

Cumprir duro martírio

Apagar triste passado.


Peruíbe SP, 26 de junho de 2026.


quinta-feira, 25 de junho de 2026

ESSE AMOR CAIPIRA!

                                                                                                Adão de Souza Ribeiro

Você era só a criança

Cheia de graça e bela.

Com cabelo de trança.

Que charme você era.


Seu vestido de chita,

E desfilava pela rua.

Meu olhar feliz a fita

Sinto a saudade sua


Sandália rosa no pé,

O andar de princesa

Eu jamais perco a fé

A esperança cresça.


Segue para a escola,

Com lápis e caderno

Meu coração implora

Esse amor tão eterno


O querer gigantesco

Que não se controla

Se vejo o Bradesco,

Oh que vida e agora!


E você vive em mim,

Minha doce cabrocha

E o cheiro de jasmim.

E que vem lá da roça.


Não digo seu nome,

Que bem me inspira

O sonho de homem,

Com jeito de caipira!


Peruíbe SP, 24 de junho de 2026..