terça-feira, 13 de outubro de 2026

EU A QUERO

                                                                                                   Adão de Souza Ribeiro

Eu a quero amada,

Tal qual você já é.

E sem somar nada,

Só  ser uma mulher.  


Cada parte de você,

Faz parte desta vida

Completa o meu ser.

Felicidade permitida.


Noites de lua cheia,

E cheias de ternura

O prazer incendeia,

Promessas e juras.


Eternos momentos

Na leveza da alma

E nem esse tempo

Desejo não acalma.


Quero ser escravo

Preso na fantasia.

Dar o forte abraço.

Ao chegar do dia. 


Amada, eu a quero

Todinha para mim.

A beleza do verso.

Encanto sem fim.


Peruíbe SP, 13 de outubro de 2026.




domingo, 11 de outubro de 2026

A FALTA DE VOCÊ

                                                                                                Adão de Souza Ribeiro

Ao acordar de madrugada

Sentir muita falta de você.

Conto a noite enluarada,

O porquê do meu sofrer.


A lágrima como orvalho,

Leve tocar em uma relva

Saudade sem seu atalho,

Tão frágil o tempo leva.


No meio do pesadelo,

Eu acordar em pranto

E diz que tudo é belo,

Para não sofrer tanto.


No silêncio do quarto

Lhe ver na penumbra

O coração sente farto

A dor não assombra.


O frio entra na fresta

Beija esse meu rosto

Só o cheiro me resta

Dela eu sinto o gosto


Minha vida tão vazia

Tortura o meu pensar.

E quem sabe um dia,

Ela volta a me amar!


Peruíbe SP, 11 de outubro de 2026.


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

A DONA PORCA

                                                                                                  Adão de Souza Ribeiro


Aquela dona porca,

De nome Filomena.

Tinha sua vida torta

Desde bem pequena.


Lá naquela pocilga

Contava vantagem

Mas a sua comida,

Era pura lavagem.


Não tinha coberta,

Nem mesmo cama

A coisa mais certa

Só dormia na lama


Chamada de porca

Era muita afronta.

E ficava tão louca,

Que porca tonta!


Ela tinha frescura,

Então você pasme.

Achava a gordura

Motivo de charme.


Modelo queria ser,

Do tipo plus syze.

E na passarela ver

Se o desfile arrase.


E não tomava banho

Dente não escovava

O fedor era tamanho

Ninguém aguentava. 


Acabou sua regalia

Numa manhã cedo

Para nossa alegria

Ela virou torresmo


Peruíbe SP, 09 de outubro de 2026.


quinta-feira, 8 de outubro de 2026

SONHO LINDO

                                                                                                   Adão de Souza Ribeiro


Na noite aconchegante,

Eu sonhei muito contigo.

Foi num beijo alucinante

Que eu me vi envolvido.


Entregou-me sedenta,

No mais eterno frenesi.

É prazer que alimenta,

E coisa igual nunca vi.


Parece que o universo

Se uniu  a nosso favor

Tudo era só um verso

Na beleza de uma flor.


Todo seu corpo ardia

De prazer tão infinito

E a noite com alegria

Dava o belo colorido.


Teu olhar cintilante

Iluminava o mundo.

Fazia cada instante

Amor tão profundo.


No néctar da boca,

Bebo todo frescor.

A coisa mais louca

Fores o meu amor.


E deixa eu te amar,

Assim feito o louco,

Nesta noite de luar,

O beijo só é pouco


Sonho não termina

Coração embriaga

Fecha essa cortina

A ilusão não acaba.

Peruíbe SP, 08 de outubro de 2026.

 


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A VIDA E A MORTE

                                                                                                  Adão de Souza Ribeiro


Por que a vida é assim,

Tão cruel e madrasta?

Tenho aqui para mim,

Não tem mais a graça.


E desafia até a  morte,

Numa tal luta em vão.

Joga  até com a sorte,

E não aceita um não.


Mostra o que é belo,

E, por isso, me ilude

Construo um castelo

Sacrificando a saúde.


Garante a eternidade

Uma coisa tão frágil.

Morte vem na idade.

Não adianta ser ágil.


Mas a velhice chega,

Para que se enganar.

Até o barco navega,

Em direção ao mar.


Quando vier a hora,

Vou partir tranquilo

Em busca da aurora

Pra tirar um cochilo


No duelo entre elas,

Sou um expectador.

O futuro me espera

Só para onde eu for.


Peruíbe SP, 07 de outubro de 2026.


terça-feira, 6 de outubro de 2026

A MALÉVOLA

                                                                                           Adão de Souza Ribeiro


Ela tinha no sangue,

O vírus da maldade.

Vivia todo instante,

Ser má sem piedade.


Ela era uma delegada,

Que usava o seu cargo.

Fazer da pessoa escada

Sem a alma e sem nada.


Sua arrogância tamanha

Não tinha mais medida.

Ela fazia toda barganha

Para poder subir na vida


Prejudicava seus pares,

Em nome de uma moeda.

E esquecia que os males,

Volta bem na hora certa.


A Rogéria não era justa,

Num trabalho que fazia.

E a sua maldade assusta

Por pouco ela se vendia.


Ela era muito malévola

E perseguia toda pessoa

Ela sempre foi perversa

Por ser má nunca enjoa.


O filho teve doença rara

Que ela jamais entendeu

A vida usa a mesma vara

Essa é a justiça de Deus.


Peruíbe SP, 06 de outubro de 2026..


quarta-feira, 30 de setembro de 2026

A ESCOLHA

                                                                                              Adão de Souza Ribeiro


O tempo é o senhor da razão. Só ele é capaz de curar as feridas e colocar as coisas no devido lugar. Às vezes, é preciso atravessar o deserto da solidão, para encontrar o oásis cheio de vida. Na travessia do deserto, nós amadurecemos.

Ao sonhar com a felicidade, nos iludimos demasiadamente com falsos amores. Sem perceber, podemos cair num despenhadeiro e nos arrebentarmos. Quando acordarmos para a realidade, já é tarde.

Por isso, é preciso avaliar as decisões, porque trocar o certo pelo duvidoso, não passa de tamanha burrice. Deus nos deu o livre arbítrio, mas, nem por isso, devemos abusar da liberdade de escolha. É preciso pensar e repensar, antes de decidir. 

Ao sofrer a queda, nos faz levantarmos e nos tornarmos mais fortes. Os tropeços da vida, são parte do nosso crescimento interior. Não se sinta envergonhado por fracassar,

O fracasso das escolhas e decisões, podem ferir nossa alma e nosso coração de morte. Porém, isso faz parte da moldagem da nossa moral e do nosso comportamento. É a vida ensinando novos caminhos e é só seguir o trajeto, sem pestanejar. 

A solidão e o abandono são o salário que pagamos, por acreditarmos nas ilusões da vida. A pergunta é: “Será que vale a pena correr o risco?” Por isso, não devemos culpar nossos ilusionistas por nos enganarmos, sem dó e nem piedade. 

Nem tudo que reluz é ouro. Portanto, não nos encantamos com falsas promessas de felicidade. Quando vem a decepção, já estamos despedaçados e não tem como se recompor do estrago. Depois, não adianta chorar o leite derramado. Pense nisso!

Sonhar é preciso, mas sonhe com os pés no chão. Não divague com sonhos impossíveis e inalcançáveis. Ouça o conselho do subconsciente e a voz da razão. Parar e ouvir, nunca é demais. Sendo assim, não vamos errar ou se enganar. Essa é a verdadeira regra.

                "Viver é isso: ficar se equilibrando o tempo todo, entre escolhas e consequências.", dizia Jean-Paul Sartre, filósofo e critico francês sendo considerado um dos maiores pensadores do Século XX.

As feridas deixadas pela péssima escolha, não cicatrizam e deixam sequela permanente na vida. Elas abalam nosso psicológico e enfraquecem a auto-estima. Não devemos nos encantar com ideias mirabolantes de eterna felicidade e bem-estar.

Nós sabemos que errar é humano, porém,  permanecer no erro é burrice. Tudo há de ser um eterno aprendizado. Ao passar nossa experiência ao próximo é sinônimo de humildade. Preparar as pessoas para não caírem no mesmo despenhadeiro é divino e digno de reconhecimento humano.  

Ao acreditarmos na escolha de falsas promessas de felicidade, damos um tiro no escuro. Deus nos livre de continuarmos cegos, diante da realidade.  



Peruíbe SP, 29 de setembro de 2026.