Adão de Souza
Ribeiro
A chuva, de gota a gota,
Vai molhando cada telha.
A saudade caminha solta,
Mas pensamento vagueia.
Aos poucos, céu escurece
O tempo vai virando noite
Então natureza reza prece,
Canavial corta como foice.
O silêncio lá na choupana,
Com a temperatura amena
É a hora para quem se ama
E viver feliz, na vida plena.
Orvalho que molha a relva
O cheiro tão suave do mato
Seu tapete verde lá da selva
Tristeza não tem seu espaço.
Como é belo, dia de chuva.
O eterno presente de Deus.
Perfeito como mão e a luva
É dádiva que vem lá do céu.
Na cumeeira parece canção
A dança alegre com o vento.
Calma é uma bela expressão
Que Deus é bom todo tempo
Peruíbe SP, 22 de
fevereiro de 2026.