Adão de Souza Ribeiro
“Não é bom que o homem viva só.” - Gênesis 2:18
Se tem coisas que ferem a alma de morte é a solidão e o abandono. Esse sentimento não é privilégio da modernidade, pois desde a criação, o Criador já se preocupava com a sua criatura.
Deus teve a premonição de que sua criação entraria em depressão, se vivesse sozinho na terra. Então, depois de criar o homem, teve a idéia de conceber uma companheira. Como criou o homem à sua imagem e semelhança, para não fugir a regra, Deus tirou da costela dele um ser, que a chamou de mulher.
Para presenteá-los, pois eram de seu agrado, resolveu dar-lhes um lugar cheio de prazer e abundância (Gênesis 2:8). Lá continha toda variedade de árvores agradáveis à vista e boas para alimento, incluindo duas de destaque:a árvore da vida, que conferia a vida eterna, e a árvore do conhecimento do bem e do mal, cujo fruto representava um teste moral e trazia a morte em caso de desobediência (Gênesis 2:9).
Adão e Eva foram os primeiros habitantes, vivendo em inocência e harmonia, sem pecado, dor ou necessidade de roupas, refletindo um lugar perfeito para humanidade (Gênesis 2:25). O jardim também abrigava todos os tipos de animais, e Adão recebeu a responsabilidade de trabalhar e cuidar do jardim, além de dominar sobre os seres vivos (Gênesis 1:29-30; 2:15).
O Jardim do Éden foi o cenário do primeiro casamento, estabelecendo a união entre o homem e a mulher como uma nova unidade familiar (Gênesis 2:24), A vida no Jardim do Éden refletia trabalho significativo, realização, inocência e harmonia, sendo um espaço de abundância, beleza e paz, onde a humanidade vivia em perfeita comunhão com Deus e a criação.
Até aqui, este velho contador de causus lá da Terrinha, procurou descrever a criação do mundo, com base na Bíblia Sagrada, onde Deus fez a terra e deu ao homem a obrigação de trabalhar e cuidar do jardim. Como Ele era misericordioso, deu-lhe a mulher de presente, para que seu filho, feito a sua imagem e semelhança, não vivesse em solidão.
Nota-se que Deus fez uma observação: farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda; far-lhe-ei uma ajudadora que seja idônea para ele. Portanto, eu digo que Deus não disse: Farei uma mulher que o desobedeça ,o afronte e o desafie.
Depois da criação, vieram os anos, séculos e milênios. Com eles, também vieram a modernidade e toda sorte de aberração. Eu creio que o maior erro do primeiro varão, foi deixar a varoa comer o fruto proibido, vindo da árvore do conhecimento. De lá para cá, ela pensa que sabe de tudo e que pode fazer o que vem na cabeça.
Hoje, o Jardim do Éden preparado para o casal viver feliz em toda plenitude, transformou-se numa Arena Romana, onde as pessoas se digladiam numa ferrenha luta, sem objetivo e sem sentido.
A família desenhada por Deus, naufragou no dilúvio da perdição humana. Por isso, meu Deus, os filhos caminham desorientados e sem exemplos de moral e ética, bem como, sem fé e esperança no futuro.
Ainda bem, que Deus não criou a televisão, para deturpar a mente das pessoas e, em especial, da fêmea com idéias pecaminosas. Não pense que sou misógino, longe disso. Eu sou filho de baiano e neto de pernambucano, por isso, quando falo de mulher, eu lambo até o beiço.
Naquele lugar sagrado, o casal vivia em harmonia com a natureza e todos os seres viventes. Por isso, não se esqueça que lá era chamado de Paraíso. O homem e a mulher não se envergonhavam com a nudez. Deus os instruiu e permitiu que desfrutassem da abundância. Eles eram responsáveis por cuidar do jardim e se multiplicarem.
Mas um belo dia, por verem muito felizes, o mal representado pelo demônio iludiu Eva, dizendo que se ela comesse o fruto do conhecimento, não morreria e que seria igual a Deus. (Gênesis 3:1-5). A partir dali, a vida mudou para sempre.
Eu penso que nos dias de hoje, o fruto do conhecimento é representado pela televisão. Lá pelos idos anos cinquenta, os lares eram harmônicos, as varoas se preocupavam apenas em cuidar das famílias e de proporcionar felicidade aos esposos.
A serpente, representada pelo progresso, as iludiu, dizendo que elas precisavam ser livres bastando, para isso, afrontar o companheiro, deixando de serem ajudadoras.
Quando Deus criou a mulher a partir da costela do homem, quis dizer que ela deveria estar ao lado dele. Não era para estar a frente ou atrás, acima ou embaixo, ou seja, caminhando ao lado como companheira, como ajudadora idônea e fiel.
No entanto, por estarmos unidos com o Senhor, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher. Porque assim como a mulher foi feita do homem, assim também o homem nasce da mulher. Veja só no que deu: o lar (paraíso) foi destruído, a mulher deixou de ser companheira e os filhos perderam a referência.
Lá da eterna morada, Deus observa com tristeza a sua Divina Criação e diz: “Passaram milhares de anos e as minhas criaturas nada aprenderam. Continuam cometendo os mesmos erros e pecados. Se precisar, desta vez não vou mandar um dilúvio ou as lavas do Vesúvio, mas sim, uma bela bomba atômica. Chega, cansei!”
Peruíbe SP. 08 de maio de 2026.