Adão de Souza
Ribeiro
Só somente só,
Eu sigo sozinho
Ouço a sua voz
Pelo caminho.
Deixo para trás
A velha mágoa.
E nada satisfaz
Choro deságua
E só o homem
Se por si nasce
Sem um nome
Que o abrace.
Pó da estrada,
Cega sua visão.
A fé nem nada
Toca o coração.
Lá o horizonte
Se nada chega
No alto monte
Noite espreita.
E a vida segue,
Sem o destino.
Que seja breve
Vida de menino.
Peruíbe SP. 16 de
março de 2026.
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