Adão de Souza Ribeiro
Eu a quero toda hora
Desejo que não sacia
O corpo que implora,
Sua pele é tão macia.
Esse cheiro me mata,
E me faz dependente
Peito arde em brasa,
Nesse amor da gente.
Se a saudade chega,
Quero beijar a boca.
Se ilusão fica presa,
Você tira sua roupa.
Faminto eu a devoro
Faço de você mulher
Prazer canta em coro
Até o dia amanhecer.
Falo algo sem nexo,
Só ouça em silêncio
É voz suave do sexo
Apagando incêndio.
O colo, minha fêmea
Ele me traz tanta paz
Amor, vida é efêmera
E o amanhã tanto faz.
Seu jeito me domina
Me faz o seu escravo
É só a minha menina
E do seu lado, acabo.
O seu olhar tão puro
Desperta meu desejo
Não controlo eu juro
Não vá, ainda é cedo.
Peruíbe SP, 25 de março de 2026.
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