Adão de Souza
Ribeiro
Lá vai menino descalço
E anda pela rua de terra.
A alma dele cheira talco
Quanta alegria encerra.
Anda com peito de fora
Na cena era a natureza.
O tempo não tem hora,
Brincar era sua proeza.
A cidade vem e abraça
Ensina ele a ser criança
Mas a inocência passa,
O amanhã é esperança.
Ele corre, brinca e sorri
Não tem pressa crescer.
O mundo era apenas ali
Ver a sua vida florescer.
Ó vai meu lindo menino,
Não deixa de ser infantil
Diz a este corpo franzino
É puro tem traço varonil.
Peruíbe SP, 21de
julho de 2025.
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