Adão de Souza Ribeiro
Vê coisas que não existe
Mundo parece miragem.
E torna o belo em triste,
Assim, sem pensar age.
Faz o amor possessivo,
Sepulta toda sua pureza
Amar é ser sempre livre
Ao invés de julgar, reza
E ele é coisa do maligno,
Que vê maldade em tudo
Em Deus não tem abrigo
A verdade não é escudo.
Não sei quem fez ciúme
Nem quem lhe deu asa,
Tanta briga e queixume
Vingança arde em brasa.
Ciúme sofre por dentro,
E vai morrer aos poucos
Nada cura nem o tempo,
E deixa o coração louco.
Peruíbe SP, 23 de
julho de 2025.
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