quarta-feira, 23 de julho de 2025

O CIÚME

 

Adão de Souza Ribeiro

Vê coisas que não existe

Mundo parece miragem.

E torna o belo em triste,

Assim, sem pensar age.

 

Faz o amor possessivo,

Sepulta toda sua pureza

Amar é ser sempre livre

Ao invés de julgar, reza

 

E ele é coisa do maligno,

Que vê maldade em tudo

Em Deus não tem abrigo

A verdade não é escudo.

 

Não sei quem fez ciúme

Nem quem lhe deu asa,

Tanta briga e queixume

Vingança arde em brasa.

 

Ciúme sofre por dentro,

E vai morrer aos poucos

Nada cura nem o tempo,

E deixa o coração louco.

 

Peruíbe SP, 23 de julho de 2025.

 

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