Adão de Souza Ribeiro
Meu Deus, do que preciso
Para eu ser, um dia, feliz?
Por eu sofrer perdi o juízo
Se fui sincero, que eu fiz?
Nessa busca louca insana,
Eu deixei escapar o tempo
Vida me negou, foi tirana.
Sonho se foi com o vento.
Passa essa vida de utopia,
Alegria vai entre os dedos
E eu me entrego na poesia,
Para fugir dos meus medos
E para ser feliz é uma luta,
Perco as mil noites de sono
Por isso, que nada assusta.
Estou vivo, não sei como.
A felicidade custa tão cara
E não é justo sofrer assim.
Vou ter vergonha na cara
Gostar bem mais de mim!
Peruíbe SP, 26 de
julho de 2025.
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