Adão de Souza
Ribeiro
As tardes calmas de domingo
Sem querer levava-me além.
Avô fumando seu cachimbo
Lá na igreja, o sino de Belém.
Mãe e o velho fogão a lenha
No terreiro, as belas galinhas
Choro, que saudade ferrenha
Lembrança da doce Terrinha.
Da alegre pelada de futebol,
Da brincadeira na enxurrada
Lá na lagoa, o peixe no anzol
Na estrada a grande manada.
Tanta farra de menino na rua,
Muita saudade daquele tempo.
Domingo feliz e a noite de lua
Como dói, choro não aguento.
Quando lembro fico atônico,
Diante de tanta recordação.
No coração, amor platônico,
Que o tempo, não apaga não.
O domingo, dia de descanso
Uma macarronada da mama.
Na árvore, a rede de balanço
Ser criança, nunca se cansa!!
Peruíbe SP, 29 de
junho de 2025.
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