Adão de Souza
Ribeiro
Escrevo como quem planta,
O belo pé de café, lá na roça
Preparo a terra fértil e santa
E que todo feliz, desabrocha.
Escrevo como um sertanejo,
Que ama e cuida da natureza
Com arado da palavra versejo
Removo o ódio, ó que dureza.
Escrevo como velho roceiro
Na lida de colher o alimento.
Que fala do amor derradeiro
Não se abate com sofrimento.
Escrevo como o bom caipira,
Esperando uma chuva chegar
As coisas que mais me inspira
São encantadas noites de luar
Escrevo como o poeta
imortal
Planta numa folha do caderno
Como se fosse o belo arrozal,
Florescer na terra do eterno!
Peruíbe SP, 20 de
junho de 2025.
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