Adão de Souza
Ribeiro
Por onde anda minha infância
Que já há muito tempo se foi?
Ela era menina com elegância
Hoje só lembrança, como dói.
Eu sinto falta das brincadeiras
Dos namoricos só de mentira.
E da batata doce na fogueira.
Ia beber muita água na bica.
Eu correndo alegre pela rua,
Brincar de tudo e pula corda,
Pensar que a alegria perpetua
E não sonha, menino, acorda
Infância, eu escrevo no verso
Tudo que sempre sinto por ti
Se de saudade eu vivo imerso
É pelos bons tempos que vivi.
Infância, porque fui te deixar,
Tua doce falta aperta em mim
E sei, um dia eu volto para lá,
Como é belo eu te amar assim.
Peruíbe SP, 01 de junho de 2025.
Nenhum comentário:
Postar um comentário