Adão de Souza
Ribeiro
O menino caminha descalço
Naquela rua de chão batido,
Dando seu majestoso abraço
Num tempo tão bom e já ido.
Sua cidade também brincava
De ser eterna a criança livre
Sem preocupação com nada.
Porque é assim que se vive.
Não tinha limite seu quintal
Tinha tamanho da inocência
Corria na chuva e vendaval,
E na vida essa é a essência.
Ele furava o pé no espinho,
Subia
e caia do pé de manga
Gostava de caçar passarinho.
Hoje só sua saudade é tanta.
Menino, volta a ser pequeno
Antes que o seu dia escureça.
Felicidade até cabe num hino
Vá sonhar e ser alegre à beça.
Peruíbe SP, 13 de
junho de 2025.
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