Adão de Souza
Ribeiro
O tempo passa e não vejo,
Vida caminha e não sinto
Ontem me foge pelo dedo,
E o amanhã é um labirinto.
Se futuro não tem pressa,
O passado se vai ao longe
E se correr muito tropeça
Não seja muro, seja ponte
Mas sonho não tem tempo,
A ilusão vai onde ela quer.
Viaja só nas asas do vento.
E tem a beleza de mulher.
Feliz o pensamento flutua,
Mas alma inocente navega
Se tem alegria em cada rua
Vá viver e foge desta regra
Mas quem escreve, esquece
Das amarguras, sua velhice.
Para não chorar reza prece,
A morte chega, que tolice!
Peruíbe SP, 04 de
agosto de 2025.
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