quinta-feira, 14 de agosto de 2025

CASINHA DE SAPÊ

 

Adão de Souza Ribeiro

Uma casinha de sapê

Lá no alto do morro.

Sente a falta de você,                                                                    

Chora e pede socorro.

 

E ela olha pela janela,

Andar o rio caudaloso

A voz da ave tagarela

O céu triste nebuloso.

 

Vê a terra verdejante,

E sente o cair da noite

A casa é como amante

Que a toca feito açoite

 

E de sapê uma casinha,

Brinca só ali pelo prado

É uma linda criancinha,

E a ama de braço dado.

 

Ela tem o clarão da lua,

Que ilumina seu sonhar

E a natureza desfila nua

E vai se banhar no mar.

 

O morro ama solidão,

A casa é companheira.

E a dor mora aqui não

Amor é sua trincheira.

 

Peruíbe SP, 14 de agosto de 2025.

 

 

 

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