Adão de Souza
Ribeiro
Uma casinha de sapê
Lá no alto do morro.
Sente a falta de você,
Chora e pede socorro.
E ela olha pela janela,
Andar o rio caudaloso
A voz da ave tagarela
O céu triste nebuloso.
Vê a terra verdejante,
E sente o cair da noite
A casa é como amante
Que a toca feito açoite
E de sapê uma casinha,
Brinca só ali pelo prado
É uma linda criancinha,
E a ama de braço dado.
Ela tem o clarão da lua,
Que ilumina seu sonhar
E a natureza desfila nua
E vai se banhar no mar.
O morro ama solidão,
A casa é companheira.
E a dor mora aqui não
Amor é sua trincheira.
Peruíbe SP, 14 de agosto
de 2025.
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