terça-feira, 26 de agosto de 2025

O SOFRIMENTO

 

Adão de Souza Ribeiro

Ele purifica a alma,

Se penaliza o corpo

Diz que carne fraca

Não vê cara e rosto.

 

Só sabe quem sente

Dor com fé suporta

E Deus onipotente,

Cuida e abre porta.

 

O corpo sofre e dói

E a mão não mexe.

Cadê aquele herói,

Mas andar esquece.

 

Amanhã é surpresa

Não sabe ou espera

A morte é princesa

Veste de primavera.

 

A vida é madrasta,

O destino carrasco

Vida perde a graça

No futuro que faço?

 

Peruíbe SP, 26 de agosto de 2025.

 

 

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