terça-feira, 5 de agosto de 2025

O ACORRENTADO

 

Adão de Souza Ribeiro

Por que você me acorrenta,

Tira meu direito de pensar.

Mas se eu já tenho setenta,

Posso ir em qualquer lugar.

 

Por que você me aprisiona,

Se tenho direito de ser livre

Não queira ser minha dona

Faça como deusa Afrodite.

 

Deixa que minha mente voa

E ela preencha minha ilusão.

Percorre o mar como canoa,

Toca horizonte a imensidão.

 

Por que você só me domina

Vive a me proibir de respirar

Deixa-me seguir minha sina,

E caminhando rumo ao luar.

 

Assim deixa que eu me perca

Pelas estradas e sem destino,

E que eu me livre desta cerca

Volte ser puro como menino!

 

Peruíbe SP, 05 de agosto de 2025.

 

 

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