Adão de Souza
Ribeiro
Por que você me acorrenta,
Tira meu direito de pensar.
Mas se eu já tenho setenta,
Posso ir em qualquer lugar.
Por que você me aprisiona,
Se tenho direito de ser livre
Não queira ser minha dona
Faça como deusa Afrodite.
Deixa que minha mente voa
E ela preencha minha ilusão.
Percorre o mar como canoa,
Toca horizonte a imensidão.
Por que você só me domina
Vive a me proibir de respirar
Deixa-me seguir minha sina,
E caminhando rumo ao luar.
Assim deixa que eu me perca
Pelas estradas e sem destino,
E que eu me livre desta cerca
Volte ser puro como menino!
Peruíbe SP, 05 de
agosto de 2025.
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