Adão de Souza
Ribeiro
Todos os dias são deles,
Porque eles são eternos.
Sacrificam as suas peles,
Nos protege do inverno.
Os seus filhos ele educa
Mostra o caminho certo.
E ele nunca foge da luta
Nosso oásis no deserto,
Seu rosto firme e sereno
Seu passo bem cansado.
É o beijo, abraço, aceno
Coração fazendo agrado.
Sua voz rouca e mansa,
Ela ecoa por toda casa.
Ela é alegria e a dança,
Saudade que não passa.
O seu rosto carrancudo
Não diz que ele é bravo
O velho já viu de tudo,
Por onde tem passado.
Pai é mais que uma data
É todo tempo do mundo
Ele é a benção, é graça,
Feito de amor profundo.
E Cristo amou o seu pai
Um humilde carpinteiro
Ele disse: cuida e amai,
Até o minuto derradeiro.
Peruíbe SP, 10 de
agosto de 2025.
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