Adão de Souza
Ribeiro
Eu sou frágil e sou cristal,
Meu amor, cuida de mim.
Não sou ruim e nem letal
Sou anjo e um querubim.
Eu finjo que sou o forte,
Para não me ver chorar.
Você será o meu Norte,
Eu busco em todo lugar.
Não sou menino sapeca
Eu gosto de ser infantil.
Admiro você, ó boneca
Você é a mata, eu o rio.
Você a joia, eu ourives,
A vida, sei bem lapidar.
E peço, não me castigue
Quero brilho deste olhar.
Sou criança tão indefesa
Que clama por proteção.
Por favor, não me deixa.
Perdido só nesta solidão
Peruíbe SP, 28 de
agosto de 2025.
Nenhum comentário:
Postar um comentário