domingo, 17 de agosto de 2025

NÃO ME DEFINA

 

Adão de Souza Ribeiro

Não me defina,

Nem me devora

Pois a cada brisa

Tem uma aurora

 

Não me prenda,

Nunca me cale.

Se tem a lenda,

Lá existe o vale.

 

Não me sufoca

Não mate a voz

Pois calar choca

Nunca deixa só.

 

Não me desenha,

Nem me moldura

Não tenho senha,

Sou uma pintura.

 

Não me inventa,

Nem queira mal.

Se a vida é lenta

Eu sou o normal

 

Peruíbe SP, 17 de agosto de 2025.

 

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