Adão de Souza
Ribeiro
Não me defina,
Nem me devora
Pois a cada brisa
Tem uma aurora
Não me prenda,
Nunca me cale.
Se tem a lenda,
Lá existe o vale.
Não me sufoca
Não mate a voz
Pois calar choca
Nunca deixa só.
Não me desenha,
Nem me moldura
Não tenho senha,
Sou uma pintura.
Não me inventa,
Nem queira mal.
Se a vida é lenta
Eu sou o normal
Peruíbe SP, 17 de
agosto de 2025.
Nenhum comentário:
Postar um comentário