Adão de Souza
Ribeiro
Por favor, não me aprisiona,
Não faça de mim seu objeto.
Nem de longe, me pressiona
Querer dominar, não é certo.
Se definir eu me reinvento.
E se triste, paro para pensar.
Pois sou livre igual o vento,
Eu sou a terra, a água e o ar.
Minha liberdade não viola,
Então, devolva minha asa.
E não vivo em uma gaiola,
Prisão não é a minha casa.
.
Eu não sou o seu escravo,
E não amarre na corrente.
Viro uma fera, fico bravo.
Se prender minha mente.
De tristeza pássaro canta,
Não encanta o seu gorjeio.
Falta de liberdade é tanta,
Que se perde em devaneio.
Da gaiola, abra sua porta,
Deixa o pássaro ser livre.
Ele vai seguir a nova rota,
No voar é que sobrevive!
Peruíbe SP, 23 de
agosto de 2025.
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