sábado, 23 de agosto de 2025

A GAIOLA

 

Adão de Souza Ribeiro

Por favor, não me aprisiona,

Não faça de mim seu objeto.

Nem de longe, me pressiona

Querer dominar, não é certo.

 

Se definir eu me reinvento.

E se triste, paro para pensar.

Pois sou livre igual o vento,

Eu sou a terra, a água e o ar.

 

Minha liberdade não viola,

Então, devolva minha asa.

E não vivo em uma gaiola,

Prisão não é a minha casa.

.

Eu não sou o seu escravo,

E não amarre na corrente.

Viro uma fera, fico bravo.

Se prender minha mente.

 

De tristeza pássaro canta,

Não encanta o seu gorjeio.

Falta de liberdade é tanta,

Que se perde em devaneio.

 

Da gaiola, abra sua porta,

Deixa o pássaro ser livre.

Ele vai seguir a nova rota,

No voar é que sobrevive!

 

Peruíbe SP, 23 de agosto de 2025.

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