Adão de Souza
Ribeiro
Nela que eu me escondo,
E encontro a minha alma.
Por entre seus escombros
O meu conflito se acalma.
Lá eu sou eu sem máscara
Sou dono do meu destino.
Verdade pura se escancara
Eu volto a ser só o menino.
Busco um refúgio na arte,
Crio meu próprio mundo
Vivo antes que seja tarde.
A eternidade não me iludo.
Mas a solidão me conforta,
Afasta-me da vida perversa
Eu não deixo aberta a porta
Jogo fora o que não presta.
A solidão é minha amante,
Chora quieta junto comigo.
Cuida de mim um instante.
E do que mais eu preciso?
Peruíbe SP, 07 de
dezembro de 2025.
Um comentário:
Poesia muito bem elaborada, criatividade top...
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