Adão de Souza Ribeiro
Ele brinca
com a palavra
Desenha cada
momento.
E nunca se
apega a nada,
É tão livre
como o vento.
Sofre no silêncio
e calado
Só confessa
na sua poesia
A dor
esconde no passado
Cada gota é
uma melodia.
Tem a alma
sagrada e leve
Fala da
mulher e a amante
Sabe que sua
vida é breve
Nada será
como era antes.
Passa longa
noite em claro,
Construindo o
lindo poema
Dom humilde
segue o faro,
Procura o
som do fonema.
Nunca pensa
em prender,
Coração deste
menestrel.
Quando o dia
amanhecer
A alma leve chega
ao céu
Deus quando
fez o poeta,
Não abusou da
cerimônia.
Buscou palavra
mais certa
Como a
beleza da begônia.
Peruíbe SP, 06 de dezembro de 2025.
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