sábado, 6 de dezembro de 2025

O POETA

 

Adão de Souza Ribeiro

Ele brinca com a palavra

Desenha cada momento.

E nunca se apega a nada,

É tão livre como o vento.

 

Sofre no silêncio e calado

Só confessa na sua poesia

A dor esconde no passado

Cada gota é uma melodia.

 

Tem a alma sagrada e leve

Fala da mulher e a amante

Sabe que sua vida é breve

Nada será como era antes.

 

Passa longa noite em claro,

Construindo o lindo poema

Dom humilde segue o faro,

Procura o som do fonema.

 

Nunca pensa em prender,

Coração deste menestrel.

Quando o dia amanhecer

A alma leve chega ao céu

 

Deus quando fez o poeta,

Não abusou da cerimônia.

Buscou palavra mais certa

Como a beleza da begônia.

 

Peruíbe SP, 06 de dezembro de 2025.

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