Adão de Souza
Ribeiro
Da velha janela de casa
Eu contemplo o mundo.
E a imaginação cria asa,
E nada é mais profundo.
De lá eu vejo o horizonte
Vejo uma nuvem no céu.
E tudo parece ser ontem,
Que já vem no carrossel.
Ela se abre para o futuro
Tão calma me faz pensar
O amanhã não tem muro,
Onde mora o meu sonhar.
Ela é tão pura como alma
Sonha com a madrugada.
Se o universo bate palma
A noite é sua enamorada.
A janela são meus olhos,
Que não se cansa de ver.
E se de tristeza eu choro
É tanta saudade de você.
Lá de casa, a velha janela
Vive aberta para natureza
Dia e noite ela só observa
Que Deus fez com nobreza.
Peruíbe SP, 26 de
dezembro de 2025.
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