sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

A JANELA DE CASA

 

Adão de Souza Ribeiro

Da velha janela de casa

Eu contemplo o mundo.

E a imaginação cria asa,

E nada é mais profundo.

 

De lá eu vejo o horizonte

Vejo uma nuvem no céu.

E tudo parece ser ontem,

Que já vem no carrossel.

 

Ela se abre para o futuro

Tão calma me faz pensar

O amanhã não tem muro,

Onde mora o meu sonhar.

 

Ela é tão pura como alma

Sonha com a madrugada.

Se o universo bate palma

A noite é sua enamorada.

 

A janela são meus olhos,

Que não se cansa de ver.

E se de tristeza eu choro

É tanta saudade de você.

 

Lá de casa, a velha janela

Vive aberta para natureza

Dia e noite ela só observa

Que Deus fez com nobreza.

 

Peruíbe SP, 26 de dezembro de 2025.  

 

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