Adão de Souza
Ribeiro
O poeta não acovarda,
Ele desafia até a morte.
Antes que a vida tarda
Ele fugirá para o norte.
Se o corpo perde força
Ele se apegará a sua fé
O pensamento reforça,
Se acalma e toma café.
A sua alma se purifica
Com o pesado flagelo.
A eternidade justifica
O que se sente de belo.
Ele não teme velhice
Nem o peso dos anos.
Acha tudo uma tolice,
Vai ficar é proseando.
E vive além do tempo
Numa outra dimensão
Futuro é um fim lento
Não cabe numa canção.
Peruíbe SP, 23 de
dezembro de 2025.
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