Adão de Souza
Ribeiro
Vivo preso dentro do meu eu,
Encarcerado na minha solidão
Parece até que tudo se perdeu
Que a vida não tem sua razão.
Veja, por incrível que pareça
Aqui eu sou um homem livre
Eu curo a minha a enxaqueca
Isolado do mundo que se vive
A vida no rigor atrás da grade
Ensina a cuidar mais de mim.
E dar maior valor a liberdade,
Lá fora tudo é inserto e ruim.
Aqui só resta a luz desta cela
Nada me traz outro acalanto.
E só a velhice que me espera,
Meu Deus, como sofro tanto.
Lá fora, eu sei que já é natal
Aqui não tem nem panetone
Ninguém sabe qual foi o mal
Que cometeu o pobre homem.
A prisão de que eu descrevo,
Não é aquela física da matéria
É ter que guardar meu segredo
Como dói, você não tem ideia.
Peruíbe SP, 25 de dezembro
de 2025.
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