Adão de Souza
Ribeiro
Eu não quero ser santo
Nem mesmo o pecador
Vem e enxuga o pranto,
Como o orvalho da flor.
E de mim não tenha dó,
Nem me dê a esperança
Assim eu quero viver só,
Pois, sofrer é que cansa.
Ser feliz é uma utopia,
Se vai na asa do tempo.
O sonho morre um dia,
Veja só resta o lamento.
Livra-me deste pesadelo
E quero deliciar no beijo
Acariciar este seu cabelo
Adormecer no seu leito.
Deixa a porta entreaberta,
Coloca um lençol branco.
Fantasia do prazer é certa,
E o resto depois eu conto!
Peruíbe SP, 21 de
dezembro de 2025.
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