quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

VIDA SEM RIMA

 

Adão de Souza Ribeiro

Ela diz que me ama,

Eu não acredito nela

E convido para cama

Ela foge pela janela.

 

Por causa da beleza

Faço todo sacrifício

Eu gosto de cerveja,

Ela odeia meu vício.

 

Mas se falo de filho,

Ela muda de assunto

Não vejo seu brilho,

É um amor confuso.

 

Gosto de sertanejo,

Ela é fã de pagode.

Se peço o seu beijo

Só se tirar o bigode.

 

Ela é o grande amor

E um querer eterno.

Eu a chamo de flor

Imortalizo no verso.

 

Mas se ela me ignora,

Sou calmo, sei esperar

Um dia chegará a hora.

A mulher vai me amar.

 

Se eu adoro a poesia,

Ela não sabe de rima                                                          

Sei que qualquer dia,

Viverei com a prima.

 

Peruíbe SP, 31 de dezembro de 2025.

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