Adão de Souza Ribeiro
Ela diz que me ama,
Eu não acredito nela
E convido para cama
Ela foge pela janela.
Por causa da beleza
Faço todo sacrifício
Eu gosto de cerveja,
Ela odeia meu vício.
Mas se falo de filho,
Ela muda de assunto
Não vejo seu brilho,
É um amor confuso.
Gosto de sertanejo,
Ela é fã de pagode.
Se peço o seu beijo
Só se tirar o bigode.
Ela é o grande amor
E um querer eterno.
Eu a chamo de flor
Imortalizo no verso.
Mas se ela me ignora,
Sou calmo, sei esperar
Um dia chegará a hora.
A mulher vai me amar.
Se eu adoro a poesia,
Ela não sabe de rima
Sei que qualquer dia,
Viverei com a prima.
Peruíbe SP, 31 de
dezembro de 2025.
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