quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

POLICIAL HONESTO

 

Adão de Souza Ribeiro

E sonhava ser polícia,

Defender a sociedade.

Não tinha tal malícia,

E só falava a verdade.

 

Não bajulava superior,

Lutava pelo que é justo.

De injustiça tinha pavor,

Não ficou sobre o muro.

 

Ele sempre cumpriu a lei,

Na rua não foi truculento.

Dizia: por onde eu passei

Fui bom, assim que penso.

 

E nunca aceitou a propina,

Na vida, não se corrompeu

A maldade sempre ensina,

E que pesa a mão de Deus!

 

E quem deveria corrigir,

Se alia ao mais bandido.

Justiça haverá de resistir

Nem tudo estará perdido.

 

Foi homem muito honesto

Não foi por simples acaso.

O funcionário tão modesto

Morreu como soldado raso.

 

Peruíbe SP, 03 de dezembro de 2025.

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