Adão de Souza
Ribeiro
Quantas vezes chamei o seu nome
Mas você fingiu que não me ouve.
E esse descaso tanto me consome
Se for preciso, eu chamo de novo.
Não tenho vergonha de confessar
Que não sei mais viver sem você.
Sem você a noite não tem o luar,
Por isso, acho melhor eu morrer.
A casa que era alegre está vazia,
Aqui tudo perdeu o seu sentido.
Cama foi feliz, chora noite e dia.
E nada mais me serve de abrigo.
Sua voz caminha por toda casa
O seu cheiro está no meu corpo.
E o meu coração arde em brasa,
Por lembrar só desse seu rosto.
O café não tem o mesmo sabor,
Xícara não toca mais seu lábio.
Onde anda o meu maior amor,
Destino, tira-me deste cenário.
O espelho do quarto sente falta,
De refletir a beleza da imagem.
Mas preciso dizer em voz alta,
Que a saudade é uma bobagem.
Peruíbe SP, 27 de
dezembro de 2025.
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