domingo, 7 de dezembro de 2025

A SOLIDÃO

 

Adão de Souza Ribeiro

Nela que eu me escondo,

E encontro a minha alma.

Por entre seus escombros

O meu conflito se acalma.

 

Lá eu sou eu sem máscara

Sou dono do meu destino.

Verdade pura se escancara

Eu volto a ser só o menino.

 

Busco um refúgio na arte,

Crio meu próprio mundo

Vivo antes que seja tarde.

A eternidade não me iludo.

 

Mas a solidão me conforta,

Afasta-me da vida perversa

Eu não deixo aberta a porta

Jogo fora o que não presta.

 

A solidão é minha amante,

Chora quieta junto comigo.

Cuida de mim um instante.

E do que mais eu preciso?

 

Peruíbe SP, 07 de dezembro de 2025.

Um comentário:

Professor Aloísio disse...

Poesia muito bem elaborada, criatividade top...