sábado, 13 de setembro de 2025

PALAVRAS INFAMES

 

Adão de Souza Ribeiro

Meu Deus, quantas brigas,

Palavras ásperas e infames

Sem lágrima que derrame

Por causa de boba intriga.

 

Então, por que se digladia,

Por uma coisa sem sentido

E o amor fica todo perdido,

Morre solitário a cada dia.

 

Mas ao invés dessa ofensa

Porque não dá seu abraço.

Ao ódio não dê um espaço

Só voz do amor compensa.

 

Deixa o vento levar a raiva

Dá um beijo na sua amada

Faça amor de madrugada,

Sob olhar da Estrela Dalva.

 

Mas cuidado com a palavra

Solta, não alcança a galope.

Faça do bem querer o robe

Tudo é breve e logo passa.

 

Peruíbe SP, 13 de setembro de 2025.

 

 

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