quinta-feira, 18 de setembro de 2025

A CABOCLA

 

Adão de Souza Ribeiro

E tu corrias pela rua,

Com vestido de chita

Era tão pura e bonita

Quanta saudade tua.

 

Seu cabelo de trança

Sandália presa no pé

E eu na casa de sapé

O olhar de esperança

 

Tu eras doce cabocla

A brincar de princesa

Era uma gata siamesa

Deitada numa alcova.

 

Da tua pele a bela cor,

Desperta o meu desejo

Sem querer eu te vejo,

Em sonho como a flor.

 

Só na rua caminhas,

Brincas com o tempo.

Eu aqui em desalento

Encantada caboclinha.

 

Peruíbe SP, 18 de setembro de 2025.

 

 

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