terça-feira, 23 de setembro de 2025

O ESPELHO

 

Adão de Souza Ribeiro

                        Hoje acordei com um pensamento surreal, a saber: “Quem inventou o espelho?” A outra pergunta, que não quer calar: “Qual a função do espelho?” Bastaram essas duas perguntas, para que o cérebro entrasse em ebulição, na busca de resposta plausível.

                        Ele está por aí, em todas formas e modelos; no sinal de trânsito, em casa, no trabalho, na academia, no cabeleireiro, dentro da bolsa feminina, no provador de roupa, etc. e tal.

                        Então fiz pesquisa a caça de resposta, que saciasse as minhas perguntas. Com esta curiosidade, logrei êxito em descobrir a origem e a composição deste artigo presente no dia a dia e de grande utilidade.

                        Ele surgiu cerca de oito mil anos atrás, onde os habitantes da antiga Anatólia (atualmente Turquia), usavam pedras obsidianas, também chamado de vidro vulcânico. Passado um bom tempo, o espelho evoluiu um pouco, deixando de ser de origem vulcânica, para começar a ser feito de cobre polido, na Mesopotâmia e no Egito.

                        Uma baita de uma evolução. Enquanto isso, na China, eram produzidos em bronze. Vidro e metal foram combinados somente no ano 77, pelos romanos e no Líbano. Os romanos usavam vidro e ouro, nos espelhos da época.

                        Em 1835, um físico alemão aperfeiçoou o objeto. Justus von Liebig, aproveitou da técnica e só mudou o mercúrio para prata, deixando o reflexo mais limpo. Uma vez saciada a curiosidade sobre o surgimento, surgiu outra pergunta: qual a função?

                        Embora existem várias opiniões, aqui vai o meu parecer pessoal. A principal função do espelho é refletir a imagem do que está a sua frente, quer seja paisagem ou pessoa. É primordial que o espelho esteja rigorosamente limpo, para que a imagem seja refletida fielmente, sem qualquer distorção.

                        Se a pessoa está mal trajada, assim vai ser visualizada e, portanto, se estiver bem vestida, também assim será visualizada. Concluímos que devemos nos policiar diante do espelho, pois ele não faz milagre. Ele apenas reflete o que você é, ou seja, o que tem na alma e no coração.[P1] .

                        Nas minhas confabulâncias,.imaginei: “E se as pessoas fossem como  espelho, elas poderiam refletir a nossa imagem?” A partir destas premissas, percebi que quando achamos que uma pessoa é asquerosa ou simpática, na realidade, somos nós que temos determinado comportamento diante dela.

                        Ao nos aproximarmos de forma simpática, a pessoa devolve com a mesma simpatia e se apresentamos um comportamento rude, ela também agirá com a mesma rudez. Diante de tudo isso, aprendi que temos que ser atenciosos, prestativos e gentis com o próximo. Não culpar o outro, por atitude que são nossas. 

                        Hoje, diante dessas observações, procuro ser um homem honesto e propenso a praticar o bem. Não quero decepcionar o próximo. Eu vou espalhar a alegria e simpatia por onde passar.  Quando eu achar que alguém é intragável, verei que sou eu e não ela.

                        Vou cuidar do espelho, para que a minha imagem seja refletida com a máxima nitidez. Se o espelho parecer embaçado, estarei convencido de que o problema está comigo e não com o espelho.

                        Espelho, espelho meu, diga se existe alguém mais simpático do que eu.

                        Por favor espelho, não minta!


Peruíbe SP, 23 de setembro de 2025.


 [P1]

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