sábado, 27 de setembro de 2025

O RELÓGIO

 

Adão de Souza Ribeiro

Relógio de parede

Anda tão devagar.

Acorda bem cedo,

Junto com o luar.

 

Ele espia o tempo,

Se é a noite ou dia

No seu olhar lento,

A hora bate vazia.

 

Vestido de fraque,

Anda só pela casa

Com o seu tic tac,

Canto não atrasa.

 

Em cada minuto

Dá o seu suspiro.

Sono leva susto,

Será o vampiro?

 

O ponteiro roda,

Com o seu ritmo

E o sono acorda,

Como o castigo!

 

Peruíbe SP, 27 de setembro de 2025.

 

 

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