Adão de Souza
Ribeiro
Relógio de parede
Anda tão devagar.
Acorda bem cedo,
Junto com o luar.
Ele espia o tempo,
Se é a noite ou dia
No seu olhar lento,
A hora bate vazia.
Vestido de fraque,
Anda só pela casa
Com o seu tic tac,
Canto não atrasa.
Em cada minuto
Dá o seu suspiro.
Sono leva susto,
Será o vampiro?
O ponteiro roda,
Com o seu ritmo
E o sono acorda,
Como o castigo!
Peruíbe SP, 27 de
setembro de 2025.
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