sexta-feira, 12 de setembro de 2025

LEMBRANÇAS

 

Adão de Souza Ribeiro

 

Cadê as canções infantis

Que povoaram a mente.

E a enxurrada corrente.

O leve bailar do colibri.

 

A alegria dormia na rua

A vida corria na calçada

Sem uma dor, nem nada

Sob o olhar terno da lua.

 

Casa nua, sem o reboco.

Sol deitado no horizonte

Já parece que foi ontem.

E a natureza em barroco.

 

Mergulhar nu lá na lagoa

Pegar pássaro de arapuca

Quanta coisa tão maluca,

Viver a vida, por aí à toa.

 

Como era bela lembrança

O passado fechou a porta

Mas tempo que não volta.

E da caipirinha de trança.

 

Peruíbe SP, 12 de setembro de 2025.

 

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