Adão de Souza
Ribeiro
Cadê as canções infantis
Que povoaram a mente.
E a enxurrada corrente.
O leve bailar do colibri.
A alegria dormia na rua
A vida corria na calçada
Sem uma dor, nem nada
Sob o olhar terno da lua.
Casa nua, sem o reboco.
Sol deitado no horizonte
Já parece que foi ontem.
E a natureza em barroco.
Mergulhar nu lá na lagoa
Pegar pássaro de arapuca
Quanta coisa tão maluca,
Viver a vida, por aí à toa.
Como era bela lembrança
O passado fechou a porta
Mas tempo que não volta.
E da caipirinha de trança.
Peruíbe SP, 12 de
setembro de 2025.
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