Adão de Souza Ribeiro
Passo noites em branco
Numa cama sem dormir.
Molhado em mil prantos
Pensando tanto só em ti
Eu sob olhar da estrela,
E que cuida bem assim.
Sabe queria tanto vê-la
E aqui juntinho de mim.
Lá fora, a tempestade,
São lágrimas em gota.
Só quem sofre e sabe,
Que espera se esgota.
E nesta casa estou só,
O silêncio me atordoa.
Lembrar só me faz dó
Sonho leve vai e voa.
Noite bela e morena,
O olhar de vagalume
É só minha açucena,
Sinto o seu perfume.
Noites são um tédio,
E nada que me cura
Só o santo remédio,
Da vossa formosura.
Branco são as noites,
Que sem ti eu passei
O sofrer é um açoite,
Fui um escravo e rei.
O teu calor gostoso,
Aquece meu quarto.
É a ilusão de moço,
E sem ti, eu infarto!
Peruíbe SP, 21 de junho de 2026.
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