Adão de Souza Ribeiro
Mãe, eu tenho medo,
Muito medo de amar.
Ele esconde segredo
Lá no fundo do mar.
Sei que me apavora,
E ao tocar o coração.
Não tem dia e hora,
Pra causar desilusão.
Ele o deixa doentio,
Quem só se entrega
Como a água do rio
Que ama primavera.
O amor, minha mãe,
Ele só me faz sofrer
Muda feito o tobogã
Noite ao amanhecer.
O amor é a renúncia,
É puro, jamais posse
E não vive a astúcia.
Sentimento precoce.
Ele nos faz criança,
Onde tudo só é belo.
Enche de esperança
Que cabe no castelo.
Medo é uma defesa,
A quem muito sofre.
Onde anda princesa
Do seu filho pobre!
Peruíbe SP, 13 de junho de 2026.
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