Adão de Souza Ribeiro
Aprisiona-me não queira
Como se fosse o pássaro.
Isso é a grande besterira,
Logo eu fujo, eu escapo.
Deixa livre como vento,
Que desafia o universo
A prisão, não aguento.
Ser livre como o verso.
E se você só me quer
Por seu amor e amigo
E seja aquela mulher,
Que quer um abrigo.
Amor não é a posse,
Coração apaixonado.
Algo demais precoce.
Nasce para ser alado.
Não ponha a algema,
Nem prive essa vida.
Criar o outro dilema
Deixa a alma sofrida.
Deixa sentir em paz,
Escolher o caminho.
Então poder cantar,
O canto passarinho.
E o amor só é belo,
Se ele vem da alma
E precisa só de zelo,
O coração acalma.
Quero seguir a rota,
Na busca do sonho.
Que a mente possa,
Ter a estrada torta!
Peruíbe SP, 30 de junho de 2026.
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