quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

AMOR QUE CEGA

 

Adão de Souza Ribeiro

Nosso amor fora de controle

O desejo desprovido de regra

O coração está ficando mole,

A fantasia que nunca sossega.

 

E esse sentimento que tortura,

Que suga toda a nossa energia

E se contenta com a falsa jura

Sei que há de perecer um dia.

 

Ele só sufoca e aperta o peito

E faz do homem uma criança.

Na dor sempre dá o seu jeito,

Quem ama luta, não se cansa.

 

O amor que cega e escraviza,

Faz do sonho algo tão eterno.

E quem ama vive só de brisa,

Rima no final de cada verso.

 

Quem nunca sofreu por amor,

Passou pela vida e não viveu.

O espectro de homem passou

Perdeu o melhor que era seu.

 

Peruíbe SP, 26 de fevereiro de 2026.

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