Adão de Souza Ribeiro
Nosso amor fora de controle
O desejo desprovido de regra
O coração está ficando mole,
A fantasia que nunca sossega.
E esse sentimento que tortura,
Que suga toda a nossa energia
E se contenta com a falsa jura
Sei que há de perecer um dia.
Ele só sufoca e aperta o peito
E faz do homem uma criança.
Na dor sempre dá o seu jeito,
Quem ama luta, não se cansa.
O amor que cega e escraviza,
Faz do sonho algo tão eterno.
E quem ama vive só de brisa,
Rima no final de cada verso.
Quem nunca sofreu por amor,
Passou pela vida e não viveu.
O espectro de homem passou
Perdeu o melhor que era seu.
Peruíbe SP, 26 de
fevereiro de 2026.
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