Adão de Souza
Ribeiro
Por que sua ganância
Se daqui nada se leva.
A vida vai à distância,
E mais que uma légua.
Por que fazer a guerra
Só para ter tanta posse
Se tudo vai virar terra,
Mesmo se eterno fosse.
Por que tanta violência
Só por causa de moeda
Cego e sem clemencia,
E se logo, vem a queda.
Por que esse seu apego
De sempre querer mais.
Neste seu voo tão cego,
Sem alma feito animais.
Por que essa sua loucura
E no querer sem medida.
A corrida pela sua usura
Sem prever a sua caída.
Por que essa escravidão
De querer tudo só pra si
Não há cofre no coração
Não se iluda num frenesi.
Peruíbe SP, 14 de fevereiro de 2026.
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