Adão de Souza Ribeiro
De manhã, contemplo as borboletas
Á noite, eu admiro todos vagalumes
Por isso, eu cuido da nossa natureza
E na lagoa, me da peixe em cardume.
Lá debaixo da aroeira, o carro de boi,
A saborosa comida, no fogão a lenha
Caboclo da roça, o nosso maior herói
Presa num curral, a vaquinha prenha.
No girassol, a abelha colhe o néctar,
A cigarra com o seu canto estridente
Que na goiabeira, faz o varjão cantar,
Assim o sertão bailar de tão contente.
A grama toda molhada com a relva,
Rio desliza tão calmo pela campina
Vento beijo o casebre ao pé da serra
A vida na roça é verdadeira menina.
Só quem é do mato, sabe da beleza
E da vida tranquila do nosso sertão
Ela é o maior presente da natureza,
Pois em tudo, Deus é sempre bom!
Peruíbe SP, 20 de
fevereiro de 2026.
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