Adão de Souza Ribeiro
Mas o que fazer
De noite, de dia
E a cama vazia
Na falta de você
Lençol desfeito,
Espera a amada
Já é tarde, nada.
A dor no peito.
Tudo só silêncio
Ausência é forte
Não tenho sorte
Quero o alento.
A janela que vê
E comigo chora
Quando a hora,
Leva meu sofrer.
Cheiro da fêmea
O calor do corpo
Eu sinto o gosto,
Que triste dilema
Só o quarto vazio
Respirar ofegante
Nada como antes
No lençol macio!
Tênue só uma luz.
O sono não chega
A imagem seduz;
A paixão tão cega
Peruíbe SP, 30 de julho de 2026.
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