domingo, 26 de julho de 2026

O ANCIÃO

                                                                                                  Adão de Souza Ribeiro


Lá vem ele todo trôpego,

Caminhando aqui e acolá

E ali pára e já sem fôlego

Pois se lhe falta muito ar.


Com auxílio da bengala,

Como se fosse sua perna

Então, a mente dele fala:

E o que eu seria sem ela?


Aqueles cabelos brancos

Olhar cansado e distante 

O coração sonhos tantos

Vida passa num instante.


Se o destino cobra caro,

Não desperdiça o futuro

Não acha tudo um sarro

E jamais anda no escuro


E do ancião, não caçoa,

Vai envelhecer um dia.

Não passe a vida a toa,

Como faz uma cotovia.


Escreva lá no caderno

E deixa bem impresso

Saiba que aquele velho

É o bebê que deu certo.


Peruíbe SP, 26 de julho de 2026.


 





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