Adão de Souza
Ribeiro
Não me chame de louco
Isso porque eu a desejo.
Ser louco é muito pouco
Fico quando eu lhe vejo.
Nem chame de maluco,
Isso porque eu a.venero.
Eu já ando meio caduco
De tanto que eu a quero.
Não me chame do bobo,
Se o bobo também ama.
E esse querer é um lobo
Que me devora na cama.
Não me chame de idiota
Se eu acredito na ilusão.
Ilusão adoça o coração,
Quando a pessoa gosta.
Não me chame de tolo,
Ser tolo será um elogio
Amor serve de consolo,
Coração aceita desafio.
Não me chame de pateta
Se pateta é quem divaga.
Eu serei um eterno poeta,
Aqui, em qualquer plaga.
Peruíbe SP, 28 de
janeiro de 2026.
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