sábado, 3 de janeiro de 2026

MULEQUE PERALTA

 

Adão de Souza Ribeiro

Já domei o burro bravo,

Já tirei veneno de cobra.

E trabalhei feito escravo,

Coragem é que me sobra.

 

Nadei contra correnteza

Eu já furei o pé no prego

E já cometi tanta proeza,

Eu fui peralta e não nego.

 

Eu já caí de pé de manga,

Briguei na saída da escola

Já comi muita bugiganga,

E o lanche já fora de hora

 

Sumi com a hóstia sagrada

Antes de começar a missa.

Toquei sino de madrugada

Foi aquele maior rebuliço.

 

Corri com medo de boiada,

Pesadelo com o lobisomem

Coisa que hoje a molecada,

Nem imagina se ainda tem.

 

Peruíbe SP, 03 de janeiro de 2026.

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