Adão de Souza Ribeiro
Já domei o burro bravo,
Já tirei veneno de cobra.
E trabalhei feito escravo,
Coragem é que me sobra.
Nadei contra correnteza
Eu já furei o pé no prego
E já cometi tanta proeza,
Eu fui peralta e não nego.
Eu já caí de pé de manga,
Briguei na saída da escola
Já comi muita bugiganga,
E o lanche já fora de hora
Sumi com a hóstia sagrada
Antes de começar a missa.
Toquei sino de madrugada
Foi aquele maior rebuliço.
Corri com medo de boiada,
Pesadelo com o lobisomem
Coisa que hoje a molecada,
Nem imagina se ainda tem.
Peruíbe SP, 03 de
janeiro de 2026.
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