Adão de Souza
Ribeiro
Sexo é como um voo,
Deixa livre, que volto.
Se um corpo aprovou
Ele ancora num porto
A fantasia que precede
Desenha o meu prazer.
Se o corpo sente sede,
Ilusão dá o que beber.
Não pode haver limite,
Quando busca o ápice.
Desejo aceita o convite
Bebe no mesmo cálice.
Sem pudor é só entrega
Preconceito fica de lado
O ato não há mais regra,
Prazer só é feliz calado.
Quem disse que o sexo,
É algo tão pecaminoso.
Não há nada desconexo
Maldizer o algo gostoso.
O desejo arde em chama
Quando o prazer acerta.
Só no silêncio da cama,
Se vê que o sexo liberta.
Ele só embriaga o corpo
E deixa a alma mais leve.
Me faz sentir mais moço.
Eu sei que a vida é breve.
Peruíbe SP, 27 de
janeiro de 2026.
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