Adão de Souza Ribeiro
Aquela pobre menina
Chorava pela esquina
Seu amor que partiu.
Na correnteza do rio.
A tal menina chorosa
Sem a beleza da rosa
Perdeu o seu encanto,
E vivia só pelo canto.
Desgostou de poesia,
Definhou em
agonia.
E dizia: Não acredito
Neste mundo maldito.
Se eu perdi o pedaço,
Nada resta, que faço?
Alegria fugiu de mim.
Será esse o meu fim?
Mas menina de trança
Não perde a esperança
De rever o seu amado.
Deixar sua dor de lado.
Pobre, menina, pobre.
Um dia você descobre
Amor dos tempos idos
Ele nunca está perdido!
Peruíbe SP, 23 de
novembro de 2025.
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